Dia de São José com missas canceladas e movimento menor no Rio

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As missas foram canceladas e o movimento de fiéis foi menor ao logo do dia de hoje (19), na Igreja de São José, no Centro do Rio de Janeiro. Junto às entradas, dispersores de álcool gel e um aviso para que os fiéis que visitem o local no dia daquele que é considerado o santo padroeiro dos trabalhadores e das famílias façam sua parte no combate ao novo coronavírus (Covid-19).

A igreja optou por não fechar as portas mesmo diante de recomendações do município e do estado para que as pessoas, na medida do possível, fiquem em casa e evitem aglomerações.

“Estamos abertos a visitação e a oração, até porque fechar a igreja nesse momento de calamidade, em que o povo está sofrendo, seria um absurdo”, diz o sacristão-mor, Carlos Sarpa. “A gente conta com a consciência [dos fiéis], para que não se aglomerem”.

As orientações da igreja são que as pessoas voltem em outro horário caso o local onde desejam rezar esteja cheio, que mantenham a distância física entre si, que evitem tocar nos objetos e que limpem as mãos com álcool gel ou água e sabão.

A igreja estava pouco movimentada quando a reportagem esteve no local, por volta das 12h. O local, que recebe de 10 mil a 15 mil fiéis no dia 19 de março, dia de São José, deverá receber hoje, de acordo com Sarpa, menos de 1 mil.

“Não esperava nem que a igreja estivesse aberta”, diz Vanda Rodrigues, 64 anos, que, mesmo assim, foi ao local agradecer as conquistas que teve no último ano. Ela é doméstica e foi dispensada do serviço. “Estou em casa, minha patroa me deu licença. Só sai para vir aqui, nem compras estou fazendo, estou em casa”, disse.

O estudante Emerson Ponte, 30 anos, foi à igreja para fazer um pedido: “Pela fé, eu sempre estou aqui no dia 19 de março. Mesmo com o isolamento. Estou tomando todas as precauções, todos os cuidados. Eu vim aqui dar um pulinho rapidinho”.

O estado do Rio de Janeiro registrou duas mortes por infecção pelo novo coronavírus. De acordo com o último boletim de monitoramento, divulgado hoje (19) pelo governo do estado, o Rio de Janeiro tem 65 casos confirmados, sendo 55 na cidade do Rio de Janeiro, 7 em Niterói, um em Barra Mansa, um em Miguel Pereira e um em Guapimirim.

A Secretaria de Estado de Saúde esclarece ainda que registrou casos de transmissão comunitária na capital fluminense. Isso ocorre quando as equipes de vigilância não conseguem mais mapear a cadeia de infecção, não sabendo quem foi o primeiro paciente responsável pela contaminação dos demais.

Em todo o Brasil, de acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, são quatro mortes e 428 casos confirmados. Com Agência Brasil

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