Lideranças globais fazem apelo pela eliminação do câncer de colo do útero

A Organização Mundial da Saúde (OMS), celebra o Dia de Ação pela Eliminação do Câncer Cervical e anuncia iniciativas para reduzir os casos da doença, responsável por mais de 300 mil mortes por ano.

Dados da OMS revelam que 90% das vítimas estão em países de média e baixa rendas, com menos acesso a vacinas e tratamentos. Apenas 13% de meninas entre 9 e 14 anos são vacinadas contra o HPV, vírus associado a maioria dos casos de câncer do colo de útero.

Ações
O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, se reuniu com primeiras-damas de diversos países, pacientes e outras entidades de saúde para chamar a atenção para o tema.

No evento, a agência anunciou avanços importantes para prevenir e tratar a doença, incluindo a pré-qualificação de mais uma vacina, a quarta para o HPV. Também há progressos no diagnóstico, incluindo uma plataforma de inteligência artificial que detecta alterações em estágios iniciais.

Segundo o líder da OMS, o câncer cervical pode ser evitado e o tratamento tem grandes chances de sucesso, principalmente no início. Ele adicionou que há ferramentas suficientes para eliminação da doença, mas que é necessário que todos tenham acesso.

A primeira-dama da Botswana, Neo Jane Masisi, reforçou que há ferramentas à disposição para o fim do câncer cervical e que é necessário priorizar a saúde feminina para que as futuras gerações tenham orgulho das escolhas que foram feitas.

Avanços
Já Tedros destacou que alguns países adotaram formas inovadoras de aumentar o acesso a tecnologias e serviços que podem evitar o câncer cervical, mesmo durante a pandemia de Covid-19.

No último ano, a vacina contra o HPV foi introduzida em mais sete países, totalizando 115 nações que imunizam sua população contra o vírus.
Além da vacinação, alguns locais ampliaram as formas de testagem com opções mais acessíveis às mulheres que vivem longe de centros de saúde.

No entanto, de acordo com OMS, 43% dos países relataram interrupção do tratamento do câncer durante a pandemia e as taxas de imunização caíram em todo o mundo.

O número foi de 15%, em 2019, para 13% em 2020, devido a interrupções nos serviços de saúde e fechamentos de escolas. Com ONU News

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