Planos nacionais preveem medidas para proteger peixes, baleias e golfinhos

GRNEWS nas Redes Sociais Facebook Twitter YouTubeWhatsApp WhatsApp

Autarquia do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra as unidades de conservação e centros especializados em fauna, flora e patrimônio espeleológico (cavernas), aprovou três planos de ação nacional (PANs) para a conservação de 135 espécies ameaçadas de extinção.

Os PANs contemplam peixes e eglas (crustáceos que vivem em água doce) da Mata Atlântica, peixes amazônicos e cetáceos marinhos (principalmente, golfinhos e baleias), de acordo com as portarias publicadas em 7 de agosto, no Diário Oficial da União.

Os planos preveem uma série de medidas para salvar esses animais. As ações devem ser compartilhadas por governos, universidades, centros de pesquisas, empresas privadas e entidades da sociedade civil nos próximos cinco anos.

Mata Atlântica
O PAN Peixes e Eglas da Mata Atlântica contempla 90 espécies, como o peixe vermelha. O objetivo é melhorar o estado de conservação e alertar a sociedade para os impactos das atividades humanas sobre os animais e seus hábitat (rios e riachos do bioma).

Para isso, busca reduzir os efeitos negativos da agropecuária, barramentos, lavras e disposição de dejetos nas bacias hidrográficas onde ocorrem as espécies-alvo do plano, promovendo, paralelamente, a recomposição da vegetação ribeirinha.

As ações deverão ser coordenadas pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Aquática Continental (Cepta), do ICMBio.

Amazônia
Já o PAN Peixes Amazônicos inclui 38 espécies, entre elas o peixe zebra, e tem como principal finalidade fortalecer estratégias de gestão, proteção e conservação e ampliar o conhecimento sobre as espécies-alvo e suas ameaças.

Para isso, são propostas, entre outras medidas, a proteção dos peixes em áreas de mineração e agropecuária, empreendimentos hidrelétricos e hidroviários e o estímulo à pesquisa e ao monitoramento, além da redução da captura e do comércio ilegal das espécies.

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica (Cepam) é o coordenador do PAN, com supervisão da Coordenação Geral de Estratégias para a Conservação, da Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (Dibio), do ICMBio.

Marinho
O PAN Cetáceos Marinhos abrange sete espécies em risco de extinção, como as baleias francas. As ações previstas no plano buscam melhorar o estado de conservação e mitigar os impactos antrópicos (produzidos pelo homem), minimizando as ameaças.

Nesse sentido, foram definidos dez objetivos específicos, entre eles, a redução das capturas acidentais, intencionais e enredamentos; a diminuição da poluição nos ambientes marinhos e contaminação de cetáceos pelo lixo no mar; e a redução da ocorrência de colisões de embarcações com cetáceos.

O plano, que busca fortalecer as políticas públicas para conservação de cetáceos marinhos, tem a coordenação do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), também do ICMBio. Com informações do Ministério do Meio Ambiente

Don`t copy text!