Lockdown no Amapá para conter avanço da Covid-19

O Amapá enfrentará um lockdown com endurecimento de regras para os serviços considerados não essenciais. O objetivo das medidas é combater o avanço da pandemia de covid-19.

As novas restrições passam a valer a partir das 6h de amanhã (18) e vão durar sete dias. “É uma decisão difícil, que nenhum de nós gostaria de tomar, mas só com lockdown podemos reduzir a pressão na ocupação dos leitos e na transmissão do vírus”, justificou o governador do estado, Waldez Goes.

Segundo dados de ontem (16) da Secretaria Estadual de Saúde do Estado, em 24 horas foram confirmados 755 novos casos da doença – 439 casos a mais que o boletim anterior. Também foram registrados oito óbitos. Atualmente a taxa de ocupação de leitos é de 86,65%.

Confira as novas regras do lockdown no Amapá, que vai de 18 a 24 de março:
Toque de recolher de 21h às 5h – só será permitida a circulação de pessoas que buscam atendimento e serviços essenciais;
Proibido o consumo de bebida alcoólica no interior de estabelecimentos comerciais, logradouros, praças, calçadas e vias públicas.

Já estavam e continuam suspensos:
Funcionamento de bares, boates, casas de show, teatros, casas de espetáculos, centros culturais e cinemas;
Abertura de clubes e balneários públicos e privados;
Realização de eventos esportivos, culturais e sociais, passeios e festas em locais públicos e privados;
Atividades esportivas coletivas, agrupamentos de pessoas e veículos em locais públicos e privados.

Atividades que não poderão funcionar:
Academias de ginástica, parques, museus e assemelhados;
Serviços de transporte interestadual de passageiros, na modalidade hidroviário, sendo permitido somente o transporte de cargas.
Aulas presenciais nas redes pública e privada de ensino.

Atividades que podem funcionar das 6h às 00h:
Restaurantes, lanchonetes, sorveterias, cafeterias, pizzaria e assemelhados, apenas na modalidade delivery;
Comércio de móveis e eletrodomésticos, bijuterias, acessório e calçados;
Comércio de autopeças, acessórios, pneus, baterias e afins;
Comércio varejista de materiais e equipamentos para escritório; lojas de informática, eletrônicos e telefonia; joalherias e afins; loja de bombons e enfeites; loja de brinquedos, de variedades, de artigos esportivos e afins; lojas de departamento ou magazines; lojas de tintas automotivas; lojas de vestuário, acessórios e similares; papelarias e livrarias; shopping center e galerias comerciais;

Atendimento presencial agendado com hora marcada:
Agências de viagens, turismo e afins;
Estabelecimentos médicos, clínicas de reabilitação, clínicas de vacinação humana, clínicas médicas, clínicas odontológicas, clínicas de fisioterapia, psicológicas, clínicas veterinárias, laboratórios de análises clínicas, planos de saúde e afins;
Oficina mecânica automotiva, oficina de refrigeração;
Empresas de decoração e design, escritório e prestadores de serviços, escritórios compartilhados (coworking), escritórios de profissionais liberais (arquitetos, administradores, contadores, engenheiros e representantes), imobiliárias e corretoras;
Lavanderia, manutenção de aparelho de climatização, manutenção de eletroeletrônicos, revenda, manutenção e limpeza de piscinas, seguradoras, lojas de material de caça e pesca, serviços de publicidade e afins;
Salão de beleza, barbearias, esmalterias, cuidados pessoais e atelier de tatuagem.

Serviço Público
O decreto também traz medidas em relação ao serviço público. Todos os agentes públicos da administração direta, indireta e fundacional do Poder Executivo do Estado do Amapá permanecerão em regime de teletrabalho e sobreaviso, com exceção dos órgãos que são essenciais, como saúde, segurança e órgãos que estão na linha de frente no combate ao novo coronavírus.

Atividades presenciais estão suspensas. Com Agência Brasil

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