Inédito, VAR remoto na Supercopa do Brasil 2020 passa no teste

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Nem 10 minutos haviam sido jogados no segundo tempo de Flamengo x Athletico, pela Supercopa do Brasil. Filipe Luís fora derrubado próximo à área adversária. Em campo, o árbitro assinalou falta, mas enquanto arrumava a barreira levou as mãos ao ouvido e indicou que aguardava a checagem do VAR. O motivo: poderia haver pênalti na jogada. Neste momento, entrou em cena uma equipe que não estava em Brasília, local da partida, mas sim na CBF, no Rio de Janeiro. O domingo, dia 16 de fevereiro de 2020, entrava para a história. Pela primeira vez, o árbitro de vídeo era operado de forma remota.

Os mais de 1.100km que distanciam o Estádio Mané Garrincha da sede da CBF foram encurtados pela fibra óptica. Graças à tecnologia implementada, a diferença de tempo entre o que acontecia em campo e o que aparecia nas telas do VOR (Sala de Operação de Vídeo) era de 17 milissegundos. Para se ter uma ideia, isso é mais rápido do que um piscar de olhos. A preparação para realizar uma inovação desse porte ainda contou com diversos testes ao longo da semana, inclusive de possíveis desastres que resultassem em queda total da luz, e até um jogo-treino na véspera da decisão para homologação dos equipamentos.

– Essa vitória não é da Comissão de Arbitragem, ela é da CBF. Foram muitos departamentos envolvidos, em especial o TI (Tecnologia da Informação) e a Hawk-Eye (empresa que opera o VAR). Foram mais de 50 profissionais neste projeto. Mostramos que o Brasil é capaz de levar essa tecnologia ao torcedor – comemorou o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba.

De volta ao lance em que Filípe Luís foi derrubado, outra novidade surgiu nesse momento. Enquanto o árbitro se comunicava com o VAR, a transmissão informou aos telespectadores o que estava sendo checado e, na sequência, qual havia sido a decisão. No caso, foi confirmada a falta fora da área, sem penalidade máxima. Foram poucas as vezes em que Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral, o árbitro escalado para o VAR, foi acionado. Mesmo assim, ele se sentiu honrado em participar deste momento inédito.

– Fomos os primeiros a contemplar essa nova tecnologia. É tempo real mesmo. Durante o jogo não houve nenhuma falha de comunicação, o sistema funcional perfeitamente. A gente viu que é possível trabalhar com o VAR remoto, o que é muito bom para a arbitragem, e fico muito feliz de fazer parte dessa evolução – comentou Rodrigo.

Como VAR principal, Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral passou o jogo inteiro dentro da cabine do VOR. Ele não pôde ver as reações da equipe envolvida no projeto, que assistia ao jogo no segundo andar da sede da CBF, o mesmo que abrigava a cabine. Ali, as comemorações não eram nos gols ou lance bonitos da partida, que terminou com vitória do Flamengo por 3 a 0. A vibração vinha a cada acerto do árbitro ou funcionamento perfeito do sistema. No fim do jogo todos se abraçaram. O VAR remoto passou no primeiro teste! Com site da CBF

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