Secretário reforça o isolamento social e vacinação contra a gripe em MG

GRNEWS nas Redes Sociais Facebook Twitter YouTubeWhatsApp WhatsApp

Durante entrevista virtual concedida na tarde de ontem (15), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, juntamente com o secretário adjunto de Saúde, Marcelo Cabral, apresentou informações relacionadas ao enfrentamento da Covid-19, além do cenário epidemiológico dos casos da doença em Minas.

Na oportunidade, Amaral reforçou a importância do isolamento social para o efetivo controle da expansão do vírus e aumento do número de casos. Ele também comunicou sobre o início da 2ª etapa da campanha de vacinação contra a influenza, que começa nesta quinta-feira (16), em todo o estado.

“A campanha de vacinação está em andamento. Além dos grupos que já fazem parte das campanhas de imunização, os caminhoneiros, profissionais que trabalham no transporte coletivo e portuários, também serão cobertos nessa etapa”, explicou.

Ainda segundo o secretário, “os caminhoneiros, pela própria natureza da profissão de estar sempre em trânsito e expostos, podem procurar uma unidade de saúde, em qualquer município, para receber a dose da vacina. Para isso, precisam apenas comprovar que exercem essa atividade laboral para terem acesso à imunização”, reforçou.

Profissionais saúde
Carlos Eduardo Amaral também disse que os cuidados com os profissionais de saúde são reforçados pelo Estado, principalmente por se tratar de um grupo que está em contato direto com pessoas infectadas pelo coronavírus.

“Estamos acompanhando bem de perto esse grupo. Por exemplo, para os profissionais de saúde que estão acima de 60 anos, recomendamos o afastamento do trabalho, para evitar o risco de contato com a Covid-19. Os demais profissionais estão sendo acompanhados cotidianamente. Todo profissional de saúde que apresenta quadro gripal com suspeita de Covid é afastado de suas funções e é testado para o coronavírus. Além disso, recomendamos a utilização da proteção individual”, esclareceu.

Ainda em relação aos profissionais de saúde, o secretário falou sobre a gratificação temporária para contratação de recursos humanos para o enfrentamento da Covid-19 no estado.

“Diante dessa situação do coronavírus percebemos a necessidade de contratação e recomposição de recursos humanos para os hospitais da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). Diante disso, fizemos um chamamento público para todas as classes de profissionais e tivemos o preenchimento de quase todas as vagas, com exceção das vagas de médicos. O motivo da não adesão era que o salário ofertado estava diferente dos valores praticados nos demais hospitais públicos e privados”, disse Amaral.

Com base nisso, continuou ele, “fomos forçados a fazer um ajuste nos valores, o que gerou uma gratificação temporária, para que tenhamos recursos humanos do ponto de vista da formação médica. Esse ajuste é necessário para que tenhamos a condição de contratar médicos para o enfrentamento da Covid-19”, explicou.

Ampliação de leitos
Sobre a ampliação de leitos e hospital de campanha, o secretário apresentou que, no último levantamento realizado pela SES-MG, foram identificados mais de 5.900 leitos desocupados.

“No momento, não há motivo para criação de mais um hospital de campanha, já que temos esse quantitativo de leitos disponíveis em unidades hospitalares já prontas. Se houver necessidade de ampliação, iremos ampliar nesses hospitais que já estão em funcionamento, ao invés de construir um outro hospital de campanha. É lógico que isso depende da evolução da epidemia e dos casos da doença nas diversas regiões do estado. Mas, nesse momento, não há necessidade”, esclareceu.

Flexibilização do isolamento
Ao abordar sobre as medidas de isolamento, o secretário adjunto, Marcelo Cabral, afirmou que o Estado vai seguir a recomendação baseada em evidências científicas e nos resultados das projeções. “É importante destacar que é o isolamento social que faz com que as pessoas se protejam. O que recomendamos, independentemente de questões legais e determinações, é que o distanciamento e isolamento social são estratégias que definitivamente protegem às pessoas no enfrentamento ao coronavírus”, pontuou.

Cabral reforçou, ainda, que os exames realizados por laboratórios que não são credenciados pela rede pública precisam, primeiramente, ser homologados pela Funed. “É importante destacar que a Covid-19 é uma doença de notificação compulsória. Ou seja, precisa ser informado aos órgãos de saúde, obrigatoriamente, de que se trata de um caso referente ao coronavírus. Para isso, esses laboratórios precisam passar pela aprovação da Fundação”, finalizou. Com Agência Minas

PUBLICIDADE
Don`t copy text!