No Brasil, seis em cada 10 mulheres abriram um negócio por oportunidade

GRNEWS nas Redes Sociais Facebook Twitter YouTubeWhatsApp WhatsApp

Das mais de 11 milhões de mulheres que tinham um negócio com até 3,5 anos de mercado, em 2018, 56% empreenderam por oportunidade. De acordo com a pesquisa GEM, divulgada pelo Sebrae, 6,6 milhões de empreendedoras abriram um negócio após identificar uma tendência ou carência de determinado produto ou serviço no mercado.

“Os empreendedores por oportunidade são aqueles que optam por iniciar um novo negócio, mesmo quando existem alternativas de emprego. Eles planejam mais, empreendem para aumentar a renda, ou pelo desejo de independência no trabalho”, explica a analista do Sebrae Minas Jaqueline Lima.

Esse foi o caso da designer de ambientes Nathalia Bessa. A empreendedora de Belo Horizonte deixou a carreira e o emprego na área de decoração para investir no seu próprio negócio voltado para o setor da beleza. “Percebi um aumento na procura de mulheres pelo serviço de extensão de cílios. Foi aí que enxerguei uma possibilidade de uma alternativa de renda extra. Porém, antes de tomar a decisão de empreender, pesquisei sobre a atividade para estar mais preparada para este novo rumo que decidi seguir”, justifica a empresária.

Em 2016, a empreendedora tomou coragem e montou o Stúdio Nathalia Bessa, que oferece extensões de cílios deste o estilo clássico ao megavolume. “É um procedimento em que os fios são colados aos naturais da pessoa um por um. Para cada técnica existe uma espessura e uma maneira diferenciada de aplicação. Um trabalho minucioso e cheio de detalhes e muito valorizado no mercado”, explica Nathalia.

A demanda pelo serviço foi tanta que a empreendedora teve que ampliar o negócio e aumentar o espaço para atendimento. Além disso, Nathalia passou a oferecer treinamento para as interessadas em trabalhar neste segmento. “Hoje, ganho oito vezes mais de quando trabalhava como decoradora. E não é só um ganho financeiro, me sinto realizada em fazer o que gosto além de deixar minhas clientes mais bonitas”, justifica.

A empreendedora diz não se arrepender em ter deixado sua área de formação. Para ela, o empreendedor deve sempre que estar atento às mudanças, além de buscar sempre capacitação e fazer pesquisas de mercado para entender o que o cliente quer e precisa.

Da dança a gastronomia vegana
Há quatro anos, a professora de dança Camila Marques, de 29 anos, mudou radicalmente sua alimentação e passou a ser vegana, ou seja, não comia nada de origem animal.

Cansada da mesmice, Camila foi para cozinha fazer sua própria refeição. “É difícil achar opções de refeições para veganos em bares que não seja saladas. Por isso, comecei a cozinhar. Familiares e amigos gostaram tanto da comida que resolvi abrir meu próprio negócio voltado para este nicho de mercado”, conta a empresária.

Foi assim que, em outubro de 2017, Camila e o marido abriram o Vegan 2 Go. Localizado na Savassi, o estabelecimento oferece um cardápio com lanches e refeições adaptados apenas com alimentos de origem vegetal. Como o hambúrguer em que a carne é substituída por grão de bico, cogumelo ou lentilha, ou então, a coxinha feita com recheio de jaca. “Chego a vender de 200 a 300 sanduíches por dia, que são vendidos no estabelecimento ou por meio do aplicativo para entrega a domicílio”, afirma a empreendedora.

O negócio que começou em parceria com o marido, hoje conta com a ajuda de 12 funcionários. Neste mês de março o Vegan 2 Go abrirá uma filial no bairro Buritis. “Me sinto vitoriosa em conquista meu espaço no mercado e perceber que a maior parte dos meus clientes nem são veganos”, diz a empresária. Com Agência Sebrae de Notícias

PUBLICIDADE
Don`t copy text!