Muzema: familiares tentam acelerar liberação de corpos no IML do Rio

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Familiares e amigos de vítimas dos desabamentos na Muzema, na zona oeste do Rio, estão desde o fim de semana no Instituto Médico Legal (IML), no Rio de Janeiro, para agilizar a liberação dos corpos e permitir os sepultamentos.

Um dos casos é o de Hilton Berto Rodrigues Souza, cujo corpo foi retirado dos escombros na madrugada de sábado (13). Até o fim da manhã de hoje (15), a liberação do corpo dependia de a Secretária de Segurança do Maranhão, onde ele nasceu, enviar a segunda via de sua identidade para a Polícia Civil do Rio. O documento chegou ao IML no fim da manhã, e a família espera que a liberação possa ocorrer até amanhã de manhã.

Além do corpo dele, estão no IML o da mulher, Maria de Nazaré Sodré, e o do filho mais velho, Hilton Guilherme Sodré Souza, de 12 anos.

Na família, a única sobrevivente foi Isabele, de 4 anos. A prima de Hilton Berto, Marinês Rodrigues de Sousa, conta que a menina teve apenas ferimentos leves porque seu pai conseguiu descer com ela antes de o prédio colapsar totalmente. Hilton Berto, então, teria voltado ao apartamento ajudar a mulher e o outro filho.

Os três foram encontrados juntos nos escombros, mas apenas Hilton Guilherme estava com vida no momento do resgate. O adolescente morreu horas depois, no Hospital Municipal Miguel Couto. “Meu primo deve ter sentido algum estalo ou alguma coisa, porque ele desceu com a Isabele, correndo, e subiu”, diz Marinês “Ela sofreu arranhões no rosto, mas foi bem superficial”.

O amigo de infância de Hilton Berto, Roberval Ferreira, está no IML desde sábado tentando agilizar a liberação dos corpos, que serão levados para o Maranhão. “A gente quer agilizar para diminuir o sofrimento da família lá. Se a gente aqui fica nesse sofrimento, imagina a família lá [no Maranhão]”, disse.

Por volta das 12h, chegou ao IML o corpo da mulher encontrada nos escombros na manhã de hoje. Familiares chegaram logo depois, acompanhados de assistentes sociais da prefeitura do Rio, e preferiram não falar com a imprensa.

Uma amiga de Zenilda Bispo de Amorim, outra vítima, também tentava resolver os trâmites para liberação do corpo dela e do filho, Juan Bispo Amorim, de 10 anos, até o início da tarde de hoje. Depois de passar a manhã no IML, Roseane foi até um cartório da Barra da Tijuca buscar o que faltava da documentação. Com Agência Brasil

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