Fornecimento de medicamentos para pessoas transplantadas é normalizado em MG

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A compra de medicamentos imunossupressores foi regularizada pelo Estado e sua disponibilidade para os pacientes, agora, só depende da distribuição a todas as localidades de Minas Gerais. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral Pereira da Silva, durante audiência pública realizada pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ontem, 13 de agosto.

A falta dos imunossupressores nas farmácias do Estado foi discutida pela comissão nesta terça-feira. Esses remédios são utilizados por toda a vida por pessoas transplantadas, para que os órgãos recebidos não sejam rejeitados. A interrupção do tratamento ou a redução da dosagem recomendada podem não só causar a perda do órgão, como até mesmo a morte do paciente, nos casos mais graves.

O tamanho da crise vivida pelos pacientes que dependem desses medicamentos foi dimensionado pelo médico assistente Marcus Lasmar, da Unidade de Transplante do Hospital Universitário Ciências Médicas.

Marcus confirmou que a situação se regularizou a partir de julho, conforme afirmou o secretário de Saúde. Só que, antes disso, houve um ano de escassez desses medicamentos de uso contínuo, colocando em risco a vida de muitos pacientes, que foram hospitalizados apenas para receber os remédios necessários. “Nesse período, o custo para o Estado deve ter aumentado, porque na falta dos remédios mais antigos, damos aqueles novos, que são mais caros”, afirmou Lasmar.

As dificuldades para regularizar a compra dos medicamentos foram descritas no início da audiência pública pelo secretário de Saúde, Carlos Silva. Segundo ele, os problemas não foram apenas financeiros, mas também de credibilidade.

“Em um primeiro momento, quando conseguimos o recurso e abrimos o pregão, só cinco de 28 fornecedores aceitaram voltar a vender os medicamentos para o Estado, pois não acreditavam que iriam receber”, afirmou o secretário.

De acordo com o secretário, dos imunossupressores normalmente distribuídos pela rede estadual, todos estão com os estoques completamente recuperados, com exceção da ciclosporina de 50 ml, que estaria com o estoque em 72% no normal. “Os medicamentos estão comprados. Depende agora de distribuição”, afirmou Carlos Silva. Com ALMG

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