Guterres afirma que sem a inclusão de todas as pessoas qualquer paz terá vida curta

O Conselho de Segurança realizou ontem (12) um debate ministerial sobre a consolidação sustentável da paz, com foco na diversidade, no seu estabelecimento e no processo de busca.

O secretário-geral afirmou que para os países, incluindo em situações pós-conflito, a diversidade não deve ser vista como uma ameaça, mas uma fonte de força. Esta pluralidade “deve ser uma âncora” em partes onde é preciso ter paz e estabilidade.

Processos
O chefe das Nações Unidas chamou a atenção para a importância de se apostar na inclusão de todas as pessoas nesses processos. Ele destaca que sem considerar a pluralidade “qualquer paz terá vida curta”.

António Guterres apontou que conflitos que marcam o mundo preenchem a agenda semanal do órgão, aliados ao arrasador efeito humanitário.

Ele destacou o aumento acentuado do número de grupos armados não estatais, que nesses conflitos atuam como rebeldes, insurgentes, milícias, gangues criminosas e tráfico armado, grupos terroristas e extremistas.

Guterres sublinhou ainda que muitos têm em comum identidades próximas ou crenças compartilhadas. Outros são oportunistas, movidos pelos lucros do crime ou pela promessa de poder.

Golpes
O mundo vive ainda uma alta do número de golpes militares, segundo o chefe da ONU. Ao mesmo tempo, “vários conflitos estão profundamente enraizados em antigas desigualdades entre os grupos com pessoas que se sentem excluídas e marginalizadas”.

A situação tem marcado um momento de disparidades em questões como oportunidades e justiça por motivos como cultura, raça, cor de pele, etnia ou renda.

Para Guterres, as desigualdades crescem pelo mundo e particularmente em países onde faltam serviços sociais como saúde, educação, segurança e justiça e sofrem efeitos das marcas do colonialismo.

O secretário-geral apontou ainda a pandemia como um fator que agravou as desigualdades e reverteu ganhos de desenvolvimento e da construção da paz.

Prevenção
Por estes motivos, o líder da ONU pediu inclusão e participação por serem “um passo gigante na prevenção de conflitos e na construção da paz”.

Na recente estratégia Nossa Agenda Comum, o secretário-geral sugere três áreas de ação para consolidar a paz, priorizando o funcionamento de instituições e leis nacionais para todas as pessoas.

Em segundo lugar, ele recomenda os países a explorar a garantia de uma maior voz para as regiões subnacionais. Por último, Guterres recomenda que mulheres, jovens e os mais marginalizados sejam envolvidos em cada etapa dos processos de estabilização. Com ONU News

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