Chefe da ONU alerta: estamos perdendo guerra suicida contra a natureza

No segundo dia da 15ª Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, a COP-15, o secretário-geral das Nações Unidas afirmou ontem (12) que a humanidade está “perdendo a guerra suicida contra a natureza”. O evento acontece em Kunming, na China.

Em seu discurso, António Guterres voltou a fazer apelo para que líderes de todo o mundo implementem de forma consistente ações contra as mudanças climáticas e destruição de diversos ecossistemas.

Perdas
Guterres destacou que o colapso da biodiversidade pode custar até US$ 3 trilhões até 2030. Os principais impactos devem ser sentidos em países mais pobres e endividados.

Ele destaca que os efeitos já arriscam a vida de milhões, levando pessoas à fome, aumentando o desemprego e expondo populações a doenças.

Assim, o líder da ONU pede que a COP-15 traga resultados alinhados com o Acordo de Paris e trabalhe com objetivos claros para reverter o cenário até 2030.

Ações
Guterres recomenda que os trabalhos da Convenção sejam baseados em cinco pilares.

Inicialmente, o chefe das Nações Unidas pede ações para assegurar que pessoas tenham acesso a ambientes saudáveis e reforça a participação dos indígenas, que chamou de “guardiões da biodiversidade”.

Na sequência, ele afirma que as ações devem dar suporte a políticas nacionais para impedir a perda de biodiversidade e a transformação de sistemas financeiros.

Guterres acredita que o custo das atividades econômicas deve ser transparente e refletir o impacto para natureza e clima.

O chefe da ONU seguiu dizendo que será necessário um pacote de ajuda para países em desenvolvimento após os danos causados pela pandemia e o fim de auxílios a setores que poluem o meio-ambiente, redirecionando os valores para reparar os estragos deixados.

Jovens
No final de sua mensagem, Guterres lembrou dos jovens, que seguem se mobilizando para pedir um futuro mais sustentável para todos.

Ele conclui dizendo que a nova geração está “chorando por mudanças” e que é necessário que as lideranças sejam “corajosas e ambiciosas”. Com ONU News

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