Presos fazem a jardinagem do Presídio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves

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Gil Leonardi/Imprensa MG

Cerca de 40 presos do regime semiaberto se revezam no trabalho de capina e manutenção dos dois jardins do Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Roseiras, azaleias e margaridas são algumas das flores que podem ser vistas logo na entrada da unidade.

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Utilizando os “pingos de ouro”, aquelas plantas de folhas pequenas utilizadas para se criar formas, os detentos escreveram a sigla do presídio em uma das áreas gramadas. E o trabalho chama a atenção de quem passa pelo local.

O agente de segurança penitenciário Luciano Henrique Batista, que acompanha e coordena de perto o trabalho dos presos há cerca de oito meses, fala que a atividade de jardinagem exige dedicação frequente para que os elementos estejam sempre em harmonia.

“É um serviço minucioso e feito com as mãos. A poda da grama e a preparação da terra ao redor das flores exigem que cada parte do jardim não fique mais do que 15 dias sem cuidados”, explica o servidor, que vê na atividade uma ferramenta de reintegração à sociedade.

“Os presos multiplicam entre eles o conhecimento a respeito das formas de cultivo e é nítido como eles se sentem valorizados com os elogios que recebem pelo trabalho”, completa o agente.

Exemplo disso é Arnu José dos Santos, de 35 anos, e há seis cumprindo pena por tráfico de drogas ilícitas. Ele trabalhava em um sítio antes de ser condenado e adora compartilhar o que sabe. “É um trabalho que transforma positivamente o ambiente, e aquele que faz tem que ter gosto pela tarefa”, afirma o detento.

Além das plantas ornamentais, como palmeiras, quaresmeiras, chefleras e flamboyants, a vasta área do presídio ainda possui árvores frutíferas, como abacateiros, mangueiras e pés de jaca, cujas mudas estão sendo utilizadas no reflorestamento progressivo do espaço externo da unidade prisional, antes tomado pelo mato.

“Além de tornar o local mais agradável e de despertar a consciência ecológica de preservação, a atividade dos presos na capina tem grande importância na segurança, facilitando a visualização e interceptação de possíveis ameaças vindas de fora”, afirma o diretor-geral do presídio, Rodrigo Machado de Andrade. Com Agência Minas

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