Ministério Público do Ceará aponta falhas em operação policial que causou 14 mortes

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O procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Ceará (MPCE), Plácido Barroso Rios, afirmou que houve erros na ação policial e adoção de protocolos durante operação que acabou na morte de 14 pessoas, inclusive crianças e adolescentes na região de Milagres, a 500 quilômetros de Fortaleza.

“Precisamos saber como se deu o planejamento da ação e quais falhas ocorreram, por que os protocolos policiais para casos com reféns não foram seguidos, por que a Polícia Rodoviária Federal não foi comunicada da operação”, destacou o procurador.

Segundo Plácido Rios, as apurações do caso em detalhes são fundamentais. “É um caso complexo e precisamos saber exatamente como tudo aconteceu.”

A Procuradoria Geral de Justiça do Ministério Público do Ceará (MPCE) criou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações das mortes ocorridas há cinco dias, depois de uma tentativa de assalto a agências bancárias em Milagres, a quase 500 km da capital, Fortaleza.

“É importante deixar claro que não estamos abrindo uma investigação paralela, estamos trabalhando em comunhão de esforços com a polícia para acompanhar e, se entender necessário, requisitar novos meios de prova, pois, ao final, caberá ao Ministério Público receber todo o material recolhido para atuar conforme o que for apurado”, disse Plácido Rios.

O grupo será formado pelos promotores de Justiça Humberto Ibiapina, Gomes Câmara, Luciana de Aquino, Fernanda Andrade, Manuel Pinheiro, Nelson Gesteira, Juliana Mota, Daniel Ferreira e Leonardo Marinho, que atuarão em conjunto ou separadamente com a Promotoria de Justiça da Comarca de Milagres, titularidade do promotor de Justiça Muriel Vasconcelos.

No sábado (08), o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) lançou uma nota lamentando profundamente as mortes ocorridas e informando que a Promotoria de Justiça da Comarca de Milagres acompanha o desenrolar das investigações junto à Polícia Civil. Com Agência Brasil

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