Mudança climática e conflitos impulsionam alta nos deslocamentos forçados

Os deslocamentos forçados continuam em alta neste ano e o mundo tem agora 84 milhões de pessoas nesta situação. Os dados foram divulgados ontem (11) pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

Segundo a agência, mais pessoas estão fugindo da violência, da insegurança e dos efeitos da mudança climática. Até dezembro do ano passado, 82,4 milhões de civis eram considerados deslocados internos e entre janeiro e junho deste ano, mais 1,6 milhão de pessoas se viram obrigadas a abandonar suas casas.

Falha da comunidade internacional
O Acnur destaca que muitas pessoas fugiram de conflitos, principalmente na África, mas as restrições nas fronteiras devido à pandemia de Covid-19 também limitou o acesso a pedidos de asilo.

O alto comissário da ONU para Refugiados declarou que “a comunidade internacional está falhando em prevenir violência, perseguições e violações de direitos humanos”. Filippo Grandi explica que esses fatores tem levado muitas pessoas a abandonar suas casas, além dos impactos da mudança climática, que estão piorando.

Dos 84 milhões de desalojados, 51 milhões de pessoas estão vivendo como deslocadas internas, principalmente na República Democrática do Congo e na Etiópia. A violência em Mianmar e no Afeganistão também forçou muitas pessoas a saírem de casa.

Países africanos mais afetados
O número de refugiados também subiu no primeiro semestre, batendo a marca de 21 milhões de pessoas, sendo que a maioria dos novos refugiados são de cinco países: República Centro-Africana, Sudão do Sul, Síria, Afeganistão e Nigéria.

O Acnur explica que a maioria dessas pessoas tenta uma vida melhor em outros países em desenvolvimento e acabam sofrendo uma “uma mistura letal de conflitos, Covid-19, pobreza, insegurança alimentar e emergência climática.”

Ao apresentar os números, em Genebra, a agência da ONU lamenta que existem poucas soluções para as populações nesta situação.

No primeiro semestre, apenas 1 milhão de deslocados internos e quase 127 mil refugiados conseguiram retornar para casa. Por isso, o chefe da agência, Filippo Grande, pede mais esforços da comunidade internacional, para que a comunidade afetada pelo deslocamento forçado receba mais apoio. Com ONU News

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