Em países africanos Covid-19 é quatro vezes mais fatal entre pacientes com diabete

A Organização Mundial da Saúde (OMS), informou que a pandemia de Covid-19 e o acesso limitado a vacinas na África tem aumentado o número de vítimas entre os que sofrem com outra doença: a diabete.

A conclusão consta de um estudo, conduzido em 13 países africanos, revelando que a taxa de letalidade do vírus neste grupo é de 10,2%. A quantidade de casos fatais cai para 2,5% para infectados sem outras comorbidades.

Doenças preexistentes
O número duplica quando comparado a pacientes que sofriam de qualquer outra doença. O estudo mostra ainda que o HIV e a hipertensão também dificultam na recuperação do coronavírus.

A diretora regional da OMS na África, Matshidiso Moeti, afirmou que “combater a epidemia de diabete é necessária para conter o avanço de vítimas do coronavírus”.

Segundo ela, os países africanos devem enfrentar um pico de diabete nos próximos anos e isso acelera ainda mais a necessidade da vacina.

De acordo com a OMS e a Federação Internacional de Diabetes, 24 milhões de pessoas foram diagnosticadas com a doença na região este ano. Esse número deve subir em 134% até 2045.

Segundo os dados divulgados, cerca de 90% dos casos de diabete em todo o mundo, e a grande maioria na África, são do tipo 2, com a causa relacionada à dieta ruim, obesidade e falta de exercícios.

Vacinação
Embora as pessoas com diabetes em diversos países tenham sido priorizadas para receber as vacinas contra a Covid-19, a África enfrentou desafios nesta estratégia, tanto pelo baixo diagnóstico quanto pela falta de doses.

As entidades apontam que cerca de 70% dos enfermos não sabem da existência da doença e, assim, não se tratam. Moeti também destaca que, apenas 6,6% da população africana está totalmente vacinada contra a Covid-19 enquanto globalmente as imunizações avançam para 40%.

Dados de 37 países da região indicam que, desde março de 2021, mais de 6,5 milhões de doses foram para africanos com comorbidades, representando 14% do total.

A representante da OMS afirma que após nove meses de campanha, o continente não está “nem perto” de proteger os vulneráveis. Além da imunização, ela ressalta a necessidade de intensificar outros serviços essenciais para pessoas em alto risco, incluindo aqueles com diabete. Com ONU News

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