Adolescentes que atravessam selva entre Panamá e Colômbia são vítimas de abuso sexual, diz Unicef

Cerca de 19 mil crianças já passaram pela selva Darien este ano, que liga Panamá e Colômbia, de acordo com dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O número é recorde, sendo os Estados Unidos o destino final desses menores e de suas famílias.

O Unicef alerta que a floresta Darien é o local mais perigoso para os migrantes que tentam chegar à América do Norte. Pessoas de mais de 50 países fazem a travessia, incluindo africanos e asiáticos, mas metade dos migrantes são do Haiti. Muitos têm filhos nascidos no Brasil ou no Chile.

Abuso, tráfico e extorsão
Segundo a agência da ONU, metade das crianças que fazem a perigosa travessia têm menos de cinco anos de idade. Na densa floresta tropical, as famílias de migrantes estão expostas à violência, ao abuso sexual, ao tráfico e até à extorsão por parte de gangues criminosas.

O Unicef explica ainda que as crianças que cruzam a selva Darien tem mais mais risco de ficarem doentes, com diarreia ou desidratação. Não há água potável para beber, há animais selvagens e insetos por toda a parte.

Pelo menos cinco crianças já foram encontradas mortas na selva, sendo que 150 menores chegaram ao Panamá sem os pais, incluindo recém-nascidos.

Assistência psicológica
Entre janeiro e setembro, o Unicef registrou pelo menos 29 casos de adolescentes que foram abusadas sexualmente na floresta, sem contar as mulheres que também foram vítimas.

Na Colômbia, Unicef e parceiros ajudam os migrantes com a entrega de água, de serviços de higiene e trabalham com autoridades locais para identificar menores desacompanhados.

No Panamá, os trabalhos focam na assistência psicológica e nos serviços de saúde a milhares de crianças migrantes, especialmente aquelas que foram separadas de seus pais. Com ONU News

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