Pandemia: consumo de energia no Brasil encerra julho próximo da recuperação

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O consumo de energia no país já se aproxima da recuperação, de acordo com os resultados preliminares de julho demonstrados no mais recente estudo da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE. O volume consumido de eletricidade recuou apenas 0,7% na comparação com o mesmo mês no ano passado.

No mercado livre, o consumo de energia avançou 2,0%, mantendo a tendência de recuperação das atividades. Já o mercado regulado apresentou retração de 2,0% no período. Os percentuais não consideram expurgos de migrações entre os ambientes.

Para efeitos de comparação, no mês de abril, que registrou a maior queda devido às medidas de combate ao novo coronavírus, a retração chegou a 12,1% no Sistema Interligado Nacional – SIN, com diminuição de 11,5% no mercado regulado e de 13,6% no livre.

Os dados preliminares levam em conta o consumo total do mercado cativo, em que o consumidor compra energia diretamente das distribuidoras, e do livre, que permite a escolha do fornecedor e a negociação de condições contratuais. Além disso, o estudo não considera os dados de Roraima, único estado não interligado ao sistema elétrico nacional.

Para mais detalhes sobre o panorama recente do setor de energia, consulte a ferramenta online da CCEE, que apresenta análises do consumo em base diária, permitindo filtros por ambiente de contratação, submercado, unidade federativa e por segmento de atividade.

Ramos de atividade
Com relação à demanda de energia por ramo de atividade, expurgados os efeitos de migrações para o mercado livre, os setores com as quedas mais expressivas em julho, na comparação anual, foram a indústria automotiva (-17%), o setor de serviços (-22%) e o de transportes (-13%). O segmento têxtil, que chegou a ter quedas de dois dígitos de consumo, fechou julho com retração de 7%. Cinco setores apresentaram alta na comparação anual: bebidas (8%), saneamento (7%), minerais não-metálicos (4%), alimentos (4%) e químicos (2%).

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