Critérios técnicos atrasam verbas para municípios mineiros atingidos pela chuva

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Os cerca de R$ 26 milhões já liberados pelo governo federal para os municípios mineiros afetados pela chuva não são suficientes para corrigir todos os desastres ocorridos em razão do volume de água que caiu no Estado nos últimos meses. Prefeitos, vereadores e deputados pedem revisão dos critérios para a distribuição de verbas federais, para que mais recursos cheguem ao interior do Estado o mais rapidamente possível.

O assunto foi discutido ontem (11), em audiência da Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa. Mas o Ministério do Desenvolvimento Regional não enviou representantes. Por sugestão da deputada Ione Pinheiro (DEM), deputados da comissão agora estudam possibilidade de ir a Brasília, apelar ao governo federal para que haja mais celeridade na liberação das verbas.

Teoricamente, o período chuvoso termina neste mês de março, mas os estragos causados devem permanecer por muito tempo. Sem recursos próprios para fazer tudo, lideranças municipais temem que as centenas de famílias ainda desalojadas, ruas e estradas destruídas, centenas de pontes caídas, além de escolas e postos de saúde destruídos, acabem sendo esquecidas até a próxima estação chuvosa.

Muitas cidades ainda não receberam nenhum centavo, segundo seus representantes. Muriaé (Zona da Mata), uma das que sofreram os maiores prejuízos, segundo dados apresentados pela própria Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, obteve pouco mais de R$ 22 mil até agora.

De acordo com o chefe do gabinete militar do governador, coronel Rodrigo Souza Rodrigues, apesar de todo o apoio e orientação da Defesa Civil e das Secretarias de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, muitos municípios não conseguem preencher todos os documentos e apresentar os projetos que os habilitem a receber os recursos.

“Eu não posso gastar um dinheiro que eu não tenho para fazer um projeto, sem a certeza de que vou obter o recurso”, disse o prefeito de Raul Soares (Zona da Mata), Vicente Rufino Ozório. “Todas as estradas da nossa cidade foram destruídas, são 500 km para refazer. Já comprometemos todo o nosso equilíbrio financeiro só para restabelecer minimamente as condições de vida da população”, lamentou o prefeito de Tocantins, na mesma região, Ieder Washington de Oliveira. Com ALMG

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