Palácio das Artes recebe itinerância da 32ª Bienal de São Paulo

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Divulgação/Fundação Clóvis Salgado

Até o dia 23 de abril, as galerias do Palácio das Artes recebem a itinerância da 32ª Bienal de São Paulo – Incerteza viva. Serão expostos projetos de 20 artistas, oriundos de 11 países, e que dialogam com diferentes suportes em artes visuais. Belo Horizonte é a primeira cidade a receber esta que é considerada a maior itinerância da Bienal.

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As obras propõem ao público uma reflexão sobre as atuais condições da vida e as estratégias oferecidas pela arte contemporânea para acolher ou habitar incertezas, sejam elas sociais, ambientais ou políticas. O recorte que chega à capital mineira reúne projetos desenvolvidos em diferentes suportes artísticos, como a fotografia, a pintura, a escultura, o vídeo e a instalação.

Com curadoria assinada por Jochen Volz (Alemanha), Gabi Ngcobo (África do Sul), Júlia Rebouças (Brasil), Lars Bang Larsen (Dinamarca) e Sofía Olascoaga (México), o recorte da Bienal no Palácio das Artes reúne trabalhos de artistas nacionais como Ana Mazzei, Bárbara Wagner, Dalton Paula, Gilvan Samico, Jonathas de Andrade, o coletivo indígena Vídeo nas Aldeias e Wilma Martins.

Entre os artistas internacionais, estão trabalhos de Alia Farid (Kuwait), Carolina Caycedo (Colômbia), Charlotte Johannesson (Suécia), Ebony G. Patterson (Jamaica), Felipe Mujica (Chile), Francis Alÿs (Bélgica), Grada Kilomba (Portugal), Güneş Terkol (Turquia), Mmakgabo Helen Sebidi (África do Sul), Pierre Huyghe (França), Priscila Fernandes (Portugal) e Rachel Rose (EUA).

Com mais esta itinerância, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) renova a parceria com a Fundação Bienal de São Paulo que, desde 2011, tem realizado exposições itinerantes do evento, reunindo mais de 154 mil visitantes em três edições.

Para o presidente da FCS, Augusto Nunes-Filho, essa parceria apresenta linguagem ampla e diversa, com temas que instigam a sociedade. “Priorizamos a reflexão por meio de obras que movimentam a arte”, destaca.

Criações a partir do incerto
De acordo com um dos curadores desta edição, Jochen Volz, os trabalhos selecionados para a itinerância em Belo Horizonte vislumbram várias propostas de reflexão artística.

“Hoje, um dos papéis da Bienal é servir como plataforma que promova ativamente a diversidade, a liberdade e a experimentação, exercendo o pensamento crítico e propositivo. Acreditamos enfaticamente no papel transformador da arte, na medida em que ela comporta de forma intrínseca uma integração do pensar e do fazer, da reflexão e da ação”, afirma.

Volz explica, ainda, que o tema Incerteza Viva pode ser interpretado como uma metáfora às constantes transformações sociais e culturais, como o aquecimento global e seu impacto sobre nossos habitats, a extinção de espécies e a perda de diversidade biológica e cultural, a instabilidade econômica e política, entre outras.

“Queremos oferecer para o público de Belo Horizonte uma experiência com arte tão potente e bonita como foi a de São Paulo. Não fizemos concessões”, completa o curador.

Destaques em Belo Horizonte
A série Espetáculo, com esculturas da paulistana Ana Mazzei, na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, parte da literatura e do teatro para materializar diversas situações de observação e de encenação do cotidiano. Já os bordados do turco Günes Terkol, em Couldn’t Believe What She Heard, também na Grande Galeria, desafiam os imaginários relacionados ao feminino com histórias pessoais ou coletivas compartilhadas por mulheres em oficinas que o artista organiza para seus projetos.

A gerente de Artes Visuais da FCS, Uiara Azevedo, destaca os trabalhos da mineira Wilma Martins (Grande Galeria) e da jamaicana Ebony Patterson (Genesco Murta) como importantes exemplos da arte feminina. Na série Cotidiano, de Wilma Martins, por exemplo, está em evidência o processo de trabalho da artista, que consiste em vários estágios nos quais desenhos e pinturas vêm e voltam para seus cadernos, como revisitações.

Ebony Patterson, por sua vez, traz referências da pintura para compor cenas e retratos que se relacionam com a cultura popular e o forte contexto de violência característico de diversas comunidades em Kingston, Jamaica.

Sobre a 32ª Bienal de São Paulo – Incerteza Viva
Dando continuidade ao programa de itinerâncias realizado desde 2011, a 32ª edição da Bienal, que recebeu 900 mil visitantes em São Paulo, terá recortes expostos em cidades no Brasil e no exterior em 2017. Seleções de obras estarão nas cidades de Campinas/SP, Belo Horizonte/MG, São José dos Campos/SP, Brasília/DF, Cuiabá/MT, São José do Rio Preto/SP, Ribeirão Preto/SP, Garanhuns/PE, Palmas/TO, Santos/SP, Itajaí/SC e Fortaleza/CE.

Serviço:
32ª Bienal de São Paulo – Incerteza viva
Período: até 23 de abril
Local: Palácio das Artes
Endereço: Av. Afonso Pena, 1537 – Centro
Informações para o público: (31) 3236-7400
Classificação livre
Com Agência Minas

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