Unicef diz que Covid-19 em crianças é a maior crise global em 75 anos desde sua fundação

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), alerta que a pandemia causou a maior crise global para crianças desde a criação da agência há 75 anos.

O documento “Prevenindo uma década perdida: ação urgente para reverter o impacto arrasador da Covid-19 sobre crianças e jovens” destaca várias maneiras pelas quais o novo coronavírus está mudando décadas de progresso em áreas como pobreza, saúde, acesso à educação, nutrição, bem-estar mental e proteção infantil.

Risco
Para a chefe da agência, Henrietta Fore, os ganhos feitos pelo Unicef e parceiros no trabalho de promover ambientes mais saudáveis e seguros para as crianças estão agora sob risco.

Apesar dos níveis de menores que passam fome, são abusados, sujeitos a casamentos forçados, fora da escola e sem acesso à saúde e vacinas terem caído, a situação é de regresso quando se olha para o futuro.

O Unicef reconhece que mesmo antes da pandemia, cerca de 1 bilhão de crianças no mundo já sofriam algum tipo de privação. Mas com a pandemia, desde março de 2020, 1,8 criança a cada segundo passou a viver na pobreza.

Lares pobres
A agência da ONU afirma que no melhor cenário, o mundo levará oito anos para se recuperar da crise gerada pela Covid-19 e retornar dos níveis de pobreza, antes da pandemia. Atualmente, 60 milhões de crianças vivem em lares pobres. Mais de 23 milhões deixaram de ser vacinadas, o maior número em 11 anos.

Desde a crise do novo coronavírus, mais de 1,6 bilhão de estudantes deixaram de ir ao colégio por causa do fechamento. Mais de 13% dos adolescentes de 10 a 19 anos sofreram com problemas mentais.

Até outubro do ano passado, a pandemia havia interrompido 93% de serviços críticos de saúde mental. E se nada mudar, até 10 milhões de casamentos infantis podem ocorrer até 2030.

Casamentos infantis
Nos últimos quatro anos, mais 8,4 milhões de crianças entraram no trabalho infantil elevando o total para 160 milhões. Em todo o mundo, uma em cada cinco crianças vive em áreas de conflitos e guerras, ou 426 milhões. Mulheres e meninas enfrentam os maiores riscos nesses casos. E quase 1 bilhão de menores ou metade da população mirim do mundo residem em países com extremo risco alto de impactos da mudança climática.

Para salvar as crianças dos efeitos da pandemia, o Unicef está pedindo mais investimento em proteção social, capital humano e numa recuperação resiliente e inclusiva.

A agência também sugere uma reconstrução que melhor proteja as crianças das crises com novas abordagens pelo fim da fome, proteção de menores da mudança climática e outros pontos. Com ONU News

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