Serviço Geológico do Brasil publica mapa de suscetibilidade a desastres naturais em MG

O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) publicou cartas de suscetibilidade a movimentos gravitacionais de massa e inundação nos municípios de Alegrete e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul; Alto Caparaó e Orizânia, em Minas Gerais; e Cássia dos Coqueiros, em São Paulo.

Em Alto Caparaó, as áreas sujeitas a movimentos gravitacionais de massa inserem-se nas categorias de baixa, média e alta suscetibilidade. O município tem quase 60% do território com suscetibilidade alta a ocorrências como deslizamentos e erosões, por exemplo. Quanto às áreas suscetíveis a inundações, o percentual é alto. Pouco mais de 55% da área do município e 41% da área urbanizada estão sujeitas a inundações, alagamentos e assoreamentos. Acesse AQUI para ver o mapa de susceptibilidade de Alto Caparaó.

Orizânia possui áreas sujeitas a movimentos gravitacionais de massa que se inserem nas categorias de baixa, média e alta suscetibilidade. O município tem quase 50% do território com suscetibilidade média a ocorrências como deslizamentos, enxurradas e erosões, por exemplo. Pouco mais de 77% da área urbanizada apresenta baixa suscetibilidade a deslizamento, erosão e rastejo. Quanto às áreas suscetíveis a inundações, o percentual é alto. Quase 30% da área urbanizada do município está sujeita a inundações, alagamentos e assoreamentos. Veja AQUI para ver o mapa de suscetibilidade de Orizânia.

O pesquisador em Geociência do SGB-CPRM, Raimundo Conceição, ressalta que suscetibilidade e risco são conceitos diferentes: sustentabilidade se refere ao potencial que um determinado terreno possui para que ocorra um possível deslizamento ou inundação. “Esse potencial pode ser alto, médio ou baixo”, afirma o especialista.

Já o risco leva em conta o potencial do terreno (suscetibilidade) mais as ocupações, como moradias e comunidades que ali estão estabelecidas (vulnerabilidade). O risco pode ser também alto, médio ou baixo.

Com as recentes publicações, o SGB-CPRM atinge a meta de 40 cartas disponibilizadas em 2021. As cartas de suscetibilidade são dirigidas especialmente a municípios sujeitos a desastres naturais associados a processos como deslizamentos, corridas de massa, inundações e enxurradas e são elaboradas em atenção às diretrizes da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC), estabelecida em 2012. Com base nas estimativas populacionais do IBGE para 2021, o número de pessoas potencialmente contempladas pelo projeto é de mais de 90,7 milhões.

A PNPDEC contempla, entre seus princípios fundamentais, as ações de mapeamento e prevenção, bem como sua integração às demais políticas setoriais, como as de ordenamento territorial, desenvolvimento urbano e meio ambiente, entre outras, tendo em vista a promoção do desenvolvimento sustentável no País.

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