Mutirão mapeia estacionamentos acessíveis a cadeirantes no Rio de Janeiro

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Para mapear estabelecimentos públicos e comerciais que sejam acessíveis a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, um grupo de voluntários fez um mutirão na região de São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro. A ação é uma parceria entre a organização Viva Rio, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Tecnologia e o aplicativo Biomob.

O objetivo é verificar in loco quais locais estão adequados para receber pessoas com deficiência e alimentar o aplicativo, que fornece um mapa desses lugares. Amanhã o mutirão será feito em Irajá, na zona norte, e na quinta em Santa Cruz, na zona oeste.

A assistente social Lais Araújo, supervisora do projeto Viva Rio Eficiente, do Viva Rio, explica que foram feitos três mutirões no mês passado, em Vila Isabel, na zona norte, no Centro e em Campo Grande, na zona oeste. Até o fim do ano, o objetivo é fazer mais três regiões por mês.

“Através dos mutirões a gente sensibiliza os voluntários para fazer uma ronda, conversando com os comerciantes. Os que não são acessíveis recebem uma cartilha sobre a importância da acessibilidade, com orientações sobre como tornar o estabelecimento acessível. Os que são identificados como acessíveis ganham um selo que é uma certificação de estabelecimento acessível e são imputados no aplicativo e passam a ser referência para esse público”.

De acordo com ela, nas ações do mês passado foram visitados 64 estabelecimentos e entregues 22 selos para estabelecimentos considerados acessíveis.

Aplicativo

O criador do aplicativo Biomob, Valmir de Souza, explica que além de gratuito, o serviço é colaborativo e já conta com mais de 10 mil usuários.

“Temos mais de 6 mil estabelecimentos catalogados no Brasil inteiro. Já fizemos 58 mutirões no Brasil, principalmente no Rio e em São Paulo. O aplicativo tem que ter informação, então estamos fazendo ação popular do aplicativo com informação e ter usuário, que pode indicar locais também. É colaborativo, o usuário pede informação também e isso está crescendo de forma orgânica”.

Ele explica que teve a ideia de desenvolver o aplicativo depois de verificar pessoalmente a dificuldade que os cadeirantes passam para frequentar locais comuns, com o pai nesta situação.

“Ele ficou 10 anos numa cadeira de rodas e eu encontrei muita dificuldade com ele para levar para restaurantes, ter uma vida normal depois que ele foi para a cadeira de rodas. Eu fazia as anotações do que era acessível em um caderninho. Quando veio essa onda de aplicativos, um empresário sugeriu para fazer um aplicativo. Eu já era envolvido em algumas coisas para pessoas com deficiência, dava treinamento para cadeirantes melhorarem a performance na cadeira e terem mais autonomia”.

O aplicativo está disponível desde 2016, nos sistemas IOS e Android. Para Souza, o serviço é uma contribuição para melhorar a qualidade de vida das pessoas com mobilidade reduzida, levando informação que proporciona inclusão na sociedade.

“Esse problema de inclusão é falta de informação. Eu quis colocar um holofote em cima do tema de acessibilidade e inclusão, criei o aplicativo e a empresa. A situação de acessibilidade está melhor do que há alguns anos, mas ainda é ruim. Onde você tem boa condição, tem 10% de estabelecimentos acessíveis, apesar da lei [que exige acessibilidade nas edificações] ser de 2004”. Com Agência Brasil

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