Fazendas do MT terão ferramenta que mede sustentabilidade

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Nicoli Dichoff/Embrapa

A aplicação da ferramenta FPS – a Fazenda Pantaneira Sustentável, elaborada para mensurar o nível de sustentabilidade presente em propriedades rurais do bioma – foi discutida essa semana por representantes da Embrapa Pantanal, Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Senar – MT e Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat) em Cuiabá, MT.

“A FPS faz um diagnóstico. Nas áreas em que a sustentabilidade não está em um nível adequado, vamos sugerir práticas de manejo para melhorar aquela sustentabilidade”, diz a pesquisadora Sandra Santos, da Embrapa Pantanal. De acordo com Sandra, a ferramenta viabiliza a seleção de técnicas de manejo para aprimorar os processos da fazenda.

“A Fazenda Pantaneira Sustentável é um pacote que vai incluir essas boas práticas para que as propriedades se tornem verdadeiramente sustentáveis”.

O processo
Cerca de 10 propriedades do estado deverão fazer parte do projeto piloto, sendo avaliadas pela FPS por cerca de 5 anos. Aquelas que atingirem um determinado grau de sustentabilidade deverão receber uma classificação diferenciada, futuramente.

“Nossa ideia é que o produtor participante providencie alguns documentos e faça um diagnóstico geral da propriedade. Pelo que a gente conversou, seriam cerca de dois dias de trabalho em cada fazenda. Técnicos do Senar-MT devem ser capacitados em um treinamento com pesquisadores da Embrapa Pantanal entre agosto e outubro para aplicar a FPS”, diz o analista de pecuária Marcos de Carvalho, da Famato.

Esses dados serão posteriormente analisados pelos pesquisadores da Embrapa. Os resultados irão orientar o planejamento das ações (boas práticas de manejo) a curto, médio e longo prazo.

“Vamos aproveitar o conhecimento dos pesquisadores, transformá-lo em possibilidades de parcerias e transferir essa tecnologia para quem pode multiplicá-la e aplicá-la”, diz o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia e Negócios, Thiago Coppola. “Isso nunca foi feito no Pantanal e esse tipo de ação só é possível com a integração dos atores envolvidos”, completa Sandra. Com informações da Embrapa

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