Mineradora Vale é acusada de impor resgate de corpos a funcionários

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A atividade de apoio aos bombeiros militares na retirada de corpos da lama que se acumula em Brumadinho em função do rompimento da Barragem do Córrego do Feijão, em janeiro deste ano, tem sido desempenhada por funcionários da Vale. O desvio de função e os efeitos psicológicos da condição à qual eles têm sido submetidos preocupam alguns deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que vão realizar uma audiência pública sobre o assunto na quinta-feira (11).

A questão será debatida no âmbito da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social, às 14h30, no Auditório do andar SE do Palácio da Inconfidência, a pedido da deputada Beatriz Cerqueira (PT) e do deputado Celinho do Sintrocel (PCdoB). De acordo com o gabinete da parlamentar, a situação já dura cerca de dois meses e a empresa não deu nenhuma resposta à notificação extrajudicial enviada por sindicato solicitando a revisão da medida.

Os funcionários da empresa lotados na mina que sobreviveram à tragédia, a maioria por estar afastada do local no dia do rompimento da barragem que matou quase 300 pessoas, foram os alvos da decisão da Vale. Além de a atividade não ser do escopo do contrato de trabalho desses profissionais, preocupa os parlamentares o fato de eles não terem adequado treinamento para o resgate e nenhuma avaliação psicológica para desempenhar a função.

Além disso, todos eles têm vínculos emocionais com muitas das pessoas que morreram no desastre, já que eram colegas de trabalho, o que aumenta a pressão à saúde dos trabalhadores submetidos à nova função. Ainda de acordo com informações do gabinete da deputada Beatriz Cerqueira, durante a reunião serão ouvidos trabalhadores que têm vivenciado a situação, além de representantes do sindicato e especialistas em saúde do trabalho. Com ALMG

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