Programa Criança Feliz deve atender 1 milhão de menores em 2017, diz ministro

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José Cruz/Agência Brasil

O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, destacou nesta quarta (10) a importância do Programa Criança Feliz. A expectativa é que o programa acolha 4 milhões de crianças, sendo 1 milhão até o final deste ano. O projeto tem uma média de cinco multiplicadores por estado, que são responsáveis pela capacitação dos encarregados de visitar as famílias. Cada visitador cuida de 30 famílias.

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“Não tem nenhum programa social que tenha mais impacto, que ajude mais a diminuir as desigualdades e os problemas sociais do que os investimentos no início da vida”, disse Terra, em entrevista ao programa Agora Brasil, transmitido pela Rede Nacional de Rádio. De acordo com o ministro, estudos indicaram, recentemente, que a inteligência e as competências se estruturam nos primeiros mil dias de vida e que estímulos desse período mudam “completamente o desempenho na escola para melhor, a parte socioemocional, e reduzem a violência”. Na avaliação de Terra, a criança assistida será capaz de ajudar a família a sair do contexto da pobreza.

Lançada pela pasta em outubro de 2016, a iniciativa tem como objetivo acompanhar o desenvolvimento de crianças de até 3 anos. Com orçamento inicial de R$ 300 milhões, o programa auxilia mães e famílias na preparação para o nascimento da criança, desde a gestação. No caso de crianças com necessidades especiais, o atendimento pode ser estendido até os 6 anos de idade.

Segundo o ministro, Alagoas deve ser o primeiro estado a estender o programa a todos os municípios. No cálculo da pasta, a adesão no Rio Grande do Sul é 2.546 municípios. A região conta, ainda, com o Primeira Infância Melhor (PIM). Instalado em 2003, é focalizado na metodologia cubana Educa a tu Hijo (Educa teu Filho) e em bases multidisciplinares e abrange 57.156, conforme dados do site oficial, número próximo dos 60 mil informados pelo ministro na entrevista. Terra ressaltou que o Criança Feliz e o Primeira Infância têm focos diferentes.

O ministro informou à reportagem da Agência Brasil que planeja conhecer programas sociais do Chile e da China, sobretudo os concebidos para as áreas rural e de primeira infância. A viagem aos dois países deve ocorrer ainda neste ano.

Bolsa Família
Sem definir uma data de lançamento, o ministro anunciou que será estruturado um pacote de ações de estímulo aos jovens, com prêmios a prefeitos por sua contribuição ao fomento da economia local, ensino de informática e ampliação, em cooperação com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, da banda larga em comunidades pobres. O conjunto incluirá parcerias com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e reservas de microcrédito, que, segundo Terra, hoje são concedidos a microempresários.

Ele adiantou que pretende reajustar o valor do benefício em julho. O último, de 12,5%, foi feito em junho de 2016.

Seca
Segundo Terra, o governo federal disponibilizou 130 mil cisternas para assegurar o abastecimento de água em escolas do Semiárido, aplicando recursos oriundos da repatriação em práticas de enfrentamento do problema. Em vilas e no interior de estados, a seca é combatida por meio de poços e pequenas redes e cisternas de maior volume destinadas à irrigação.

De acordo com o ministro, foram investidos R$ 750 milhões na execução das obras, a maior quantia já registrada. Terra citou ainda medidas como a distribuição individual de R$ 2,4 mil a agricultores para compra de equipamentos e sementes de qualidade superior e a oferta de assistência técnica aos trabalhadores. Com Agência Brasil

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