Guerra na Síria completa 11 anos, com forte apelo do chefe da ONU por uma solução política

“Uma guerra terrível que acabou com a Síria e com o seu povo”, é assim que o secretário-geral da ONU começa a sua mensagem para marcar os 11 anos do conflito civil do país árabe.

António Guterres lembra que o “conflito brutal” no período tem um custo humano inconcebível, com violações de direitos humanos em larga escala e de forma sistemática.

Colapso da economia
Segundo ele, “a destruição na Síria é tão extensa e fatal” que chega a ser praticamente única na história moderna e por isso, pede que não haja impunidade.

António Guterres menciona ainda o colapso econômico e milhões de pessoas que se tornaram refugiadas ou deslocadas internas, tentando sobreviver em circunstâncias difíceis.

Mas o chefe da ONU pede ao mundo para não perder a esperança e agir agora, mostrando “coragem e determinação para ultrapassar os compromissos retóricos sobre paz e para se fazer todo o necessário para se alcançar uma solução política para a guerra, como prevê a resolução 2254 do Conselho de Segurança, aprovada em 2015.

Solução política é urgente
Nesta semana, a ONU News entrevistou o presidente da Comissão de Inquérito da ONU sobre a Síria. Paulo Sérgio Pinheiro explicou que as negociações não estão acontecendo.

“O andamento da negociação política está totalmente parado. O enviado especial (da ONU para a Síria) Geir O. Pedersen, faz um grande trabalho em termos do conselho constitucional, mas hoje a negociação política está parada porque a maioria dos atores continua achando que há uma solução militar para a crise. Não há outra saída a não ser uma saída diplomática.”

Segundo Paulo Sérgio Pinheiro, os canhões, as armas e os ataques aéreos na Síria tem falado mais alto do que a diplomacia.

Neste sentido, o chefe da ONU, António Guterres, pede que o conflito termine, com respeito à lei internacional humanitária.

A mensagem destaca o “forte apelo a todas as partes para que se empenhem no processo político facilitado pelas Nações Unidas” e apoiem o aumento da resposta humanitária aos sírios. Com ONU News

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