Meta de crescimento da China é alcançável, mas país precisa de reformas, diz FMI

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Banco Popular da China/Divulgação

É possível que a China mantenha sua meta de crescimento econômico em cerca de 6,5% para este ano, mas o país precisa implementar mais reformas para trilhar um caminho de desenvolvimento mais inclusivo e sustentável, comentou na quinta-feira (9) o Fundo Monetário Internacional (FMI). As informações são da agência de notícias chinesa Xinhua.

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“Continuaremos aconselhando [à China] um menor enfoque em objetivos de alto crescimento do PIB e mais atenção ao excessivo aumento do crédito, ao endurecimento das restrições de orçamento para as empresas públicas e ao impulso ao sistema social”, disse à Xinhua o porta-voz do FMI, Gerry Rice.

Em um relatório recente sobre as metas do governo, a China fixou o objetivo de crescimento do PIB em cerca de 6,5% para este ano, cifra menor do que fixada entre 6,5% e 6,7% em 2016, mas de acordo com o mais recente prognóstico para o país feito em janeiro pelo FMI.

Um menor objetivo de crescimento do PIB significa que “o governo aceita uma taxa de crescimento ligeiramente menor, em um esforço para controlar o acúmulo de riscos financeiros no sistema”, disse David Dollar, ex-funcionário do Banco Mundial e pesquisador da Brookings Institution [instituto de pesquisa americano]. Segundo ele, uma menor meta de oferta monetária este ano também ajudará a estabilizar o nível de alavancagem da economia chinesa.

O porta-voz do FMI, Gerry Rice. disse ainda que a atual saída de capitais da China não representa uma preocupação para a segunda maior economia do mundo. “Creio que a saída de capitais se converteria em uma preocupação se desse lugar a um ajuste desordenado do câmbio e da economia em geral, e não vemos essa possibilidade no momento”.

Estabilidade cambial
Em relação a taxa de câmbio, o relatório de metas do governo sinalizou que a China continuará com a reforma orientada ao mercado em relação à taxa de câmbio e manterá a posição estável da moeda chinesa no sistema monetário internacional em 2017.

O analista Dollar considera que isto está de acordo com os recentes esforços do Banco Popular da China, o banco central chinês, para manter a moeda do país. o yuan, relativamente estável em relação a uma cesta de divisas. “Nos primeiros dois meses de 2017, as expectativas sobre o yuan parecem estáveis e o nível de reservas não mudou”, disse.

A reservas chinesas registraram excelente performance e ficaram em torno de US$ 3 trilhões até o final do último mês, levemente acima dos 2,9982 trilhões no mês anterior, de acordo com dados do Banco Popular da China.

“Se o dólar seguir valorizando, então esperaríamos ver uma modesta desvalorização do yuan frente ao dólar e uma valorização ante o euro e outras moedas”, disse David Dollar. Com Agência Brasil

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