Circo do Fica Vivo! ensina equilíbrio dentro e fora do picadeiro e afasta jovens da criminalidade

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Omar Freire/Imprensa MG

Inspira, expira e alonga o corpo. Concentra e parte para a acrobacia com equilíbrio e boa postura. Aliando fundamentos circenses e ensinamentos para a vida, cerca de dez jovens participam da oficina de circo oferecida pelo Fica Vivo!, programa de prevenção à criminalidade da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

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A oficina funciona há pouco mais de dois anos no Centro de Prevenção à Criminalidade Serra (CPC) – na região que concentra os aglomerados da Serra, Vila Marçola, Cafezal, entre outros. Cerca de 60 jovens já participaram das aulas.

Leandro Alves, artista circense há mais de 15 anos, é quem está lado a lado dos alunos compartilhando ensinamentos da arte e da vida. Ele conta que muitos jovens não têm a presença da família em suas vidas e isso é algo que desestrutura e contribui para um possível envolvimento na criminalidade.

“A gente tenta, através do trabalho, contribuir para suprir essa ausência e ajudar com conselhos, mostrando novos horizontes e resgatando o convívio com respeito e carinho”, conta Alves.

Durante as aulas, o oficineiro tenta mostrar através dos fundamentos circenses que, como tudo na vida, equilíbrio é fundamental. “O tempo todo trabalhamos o equilíbrio, a concentração e a confiança uns nos outros para que possamos atuar em equipe. Na vida, essa sinergia é muito importante, além, é claro, do respeito com as dificuldades do outro”, acrescenta o artista.

Entre uma cambalhota e outra, Samira Lorraine, de 15 anos, conta que em pouco mais de seis meses participando da oficina aprendeu muito mais que atividades de solo circense.

“Na oficina a gente faz várias atividades diferentes que eu nunca imaginei antes. Eu gosto muito de participar porque aqui a gente faz amigos, convive com outras pessoas e aprende a compartilhar as coisas. Muitas vezes temos que dividir os aparelhos e as aulas ajudam a gente trabalhar em equipe”, conta a aprendiz de acrobacia.

Socialização
Ensinamentos de convivência pacífica também são passados aos participantes da oficina. O professor, em muitos casos, atua como mediador entre os alunos e eles percebem que o convívio fica melhor com paciência e flexibilidade.

“Se em algum momento acontece algum estresse entre a gente, ou algum tipo de briga, o professor conversa conosco e mostra que nada disso vale a pena, que a gente precisa ter uma tolerância maior com as pessoas e isso a gente leva para nossa vida, para a nossa casa”, relata Kivia Ellen, de 15 anos, que também participa da oficina.

A prática de atividades circenses proporciona ainda outras vantagens e benefícios aos jovens. Entre eles está o aumento da concentração, coordenação motora, autoconfiança, reflexão e equilíbrio. A oficina de circo ainda trabalha a superação, relação espaço-tempo, plena consciência corporal e, é claro, a diversão.

Fica Vivo!
O Fica Vivo! é um programa de prevenção social à criminalidade que possui foco na prevenção e na redução de homicídios dolosos de adolescentes e jovens, atuando em áreas que registram maior concentração deste tipo de crime.

No eixo Proteção Social, a partir da análise da dinâmica social das violências e da criminalidade dos territórios, o programa promove oficinas de esporte, cultura e arte; realiza projetos locais, de circulação e institucionais; faz atendimentos individuais dos jovens e promove Fóruns Comunitários.

Além disso, o programa é articulado com os serviços públicos para encaminhamentos de adolescentes e jovens.

Já no eixo Intervenção Estratégica, o programa promove a articulação interinstitucional entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), as Polícias Militar e Civil, Ministério Público, Poder Judiciário e órgãos municipais de Segurança Pública.

Esse eixo contempla a operacionalização de Policiamento Preventivo Especializado, realizado pelo Grupo Especializado em Policiamento de Áreas de Risco da Polícia Militar (Gepar) que visa, dentre outros, a ampliação da sensação de segurança e da legitimidade do policiamento preventivo e das ações repressivas.

Atualmente, o programa atende, em média, 10 mil jovens por ano e realiza cerca de 4 mil atividades por mês. Com Agência Minas

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