Preso trio suspeito de aplicar golpes em BH; prejuízo pode superar R$ 1 milhão

Após investigação qualificada, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, na terça-feira (7), inquérito policial que apurou os crimes de organização criminosa, receptação qualificada e furto mediante fraude realizada por dispositivo eletrônico. Dois homens, de 25 e 34 anos, e uma mulher, de 37, foram indiciados e presos preventivamente.

O prejuízo financeiro às vítimas pode ultrapassar R$ 1 milhão.

Investigações
A delegada Ligia Mantovani, titular da 3ª Delegacia de Polícia Civil Centro, revela que as investigações iniciaram após o setor de inteligência policial da unidade identificar diversas ocorrências de furtos e roubos de celulares, a maioria da mesma marca. Ainda foi observado que após a subtração dos aparelhos, as contas bancárias das vítimas eram esvaziadas, por meio de transações financeiras realizadas via PIX.

De acordo com Ligia, por meio de investigações, a equipe policial identificou uma organização criminosa situada em um shopping popular da capital que receptava os celulares furtados ou roubados e realizava o desbloqueio dos aparelhos. “Para isso, os criminosos faziam contato com a vítima se passando por policiais e solicitavam a senha do aparelho, ou ainda enviavam à vítima um link falso. Ao clicar no endereço eletrônico, ela [a vítima] fornecia a senha de acesso do aparelho aos criminosos”, explica a delegada.

Conforme apurado, com acesso aos aparelhos e aplicativos bancários, os investigados realizavam transferências bancárias via PIX em favor deles próprios e também para outros indivíduos. “Após ‘limpar’ as contas bancárias das vítimas, os investigados vendiam os aparelhos celulares desbloqueados em sites de compra e venda, ou no shopping popular”, acrescentou Ligia.

Prisões
Durante as investigações, a PCMG cumpriu três mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão, no dia 21 de setembro. Na ação, foram arrecadados diversos celulares com registro de furto e impedimento junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), além de dinheiro e um veículo de luxo.

Vida de luxo
Por meio de levantamentos, a polícia verificou que os investigados levavam uma vida de ostentação e com elevadas movimentações financeiras. “Essa prática criminosa movimenta muito dinheiro. Com essas quantias, os criminosos levavam uma vida de luxo e ostentação. Morando em coberturas em bairros nobres, com relógios de alto valor, fotos com armas de fogo e maços de dinheiro, festas e carros importados”, conta a delegada.

Um inquérito policial foi concluído e será encaminhado para a Justiça, mas existem outros procedimentos em andamento a fim de identificar os demais integrantes da organização criminosa, notadamente os responsáveis pelos furtos e roubos dos celulares e repasse aos receptadores. Com informações da PCMG

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