OMS diz que sequela deixada pela Covid-19 tem definição clínica

A Organização Mundial da Saúde definiu oficialmente a condição “pós-Covid”. A medida deve ajudar a impulsionar o tratamento.

A nova doença, que também é referida como “Covid longa” ocorre em indivíduos que tiveram infecções confirmadas ou prováveis de coronavírus.

Até o momento, a Covid-19 já superou os 230 milhões de casos e causou 4,8 milhões mortes.

Sintomas
De acordo com a chefe de Gestão Clínica da OMS, Janet Diaz, os sintomas aparecem em torno de três meses após o início do Covid-19 e duram pelo menos dois meses. Ela afirma que o quadro não pode “ser explicado por um diagnóstico alternativo”.

A agência explicou que a falta de clareza entre os profissionais de saúde sobre a condição tem complicado os esforços no avanço da pesquisa e do tratamento.

Falando na ONU em Genebra, a representante explicou que os sintomas incluem “fadiga, falta de ar, disfunção cognitiva, mas também outros que geralmente têm impacto no funcionamento cotidiano”

Recuperação
Ao publicar a definição, a OMS observou que a maioria dos pacientes que se recuperam da Covid-19 não possuem sequelas.

No entanto, alguns podem sofrer “efeitos a longo prazo em vários sistemas corporais, incluindo pulmonares, cardiovasculares e nervosos, bem como efeitos psicológicos”.

A organização explica que os sintomas podem aparecer independentemente da gravidade da infecção. Mulheres mais velhas e pessoas com mais sintomas iniciais da doença são os mais afetados pela “Covid longa”.

Tratamento
Diaz descreveu a nova medida como “um importante passo” na padronização do reconhecimento de pacientes com a condição e ajudará médicos e profissionais de saúde a iniciar os tratamentos.

Ela afirma que embora existam vários testes para a infecção inicial da Covid-19, não existe essa solução para a condição deixada após a infecção, assim como não há clareza do que desencadeia em quem sofre. Com ONU News

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