Prefeitura do Rio implode segundo prédio do IBGE

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Prefeitura do Rio de Janeiro/Divulgação

Para dar lugar a um condomínio do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, a prefeitura do Rio de Janeiro implodiu hoje (10) o segundo prédio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Mangueira, na zona norte da cidade. A primeira parte da demolição foi feita em 13 de maio deste ano.

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Cerca de 250 famílias pobres que viviam no edifício, com problemas estruturais, foram cadastradas para morar nos novos imóveis. Enquanto aguardam, a prefeitura ofereceu aluguel social de R$ 400.

No Minha Casa, Minha Vida, a previsão é construir 320 unidades de 40 metros quadrados, compostas por sala, dois quartos, banheiro, cozinha e área de serviço.

Por mais de duas décadas, o prédio do IBGE, na Rua Visconde de Niterói, estava ocupado por pessoas sem ter para onde ir. De maneira improvisada, os moradores viviam em meio a ligações clandestinas de luz e água, sem saneamento. O prédio corria risco de incêndio e de desabamento por ruína, de acordo com a Defesa Civil Municipal.

Tentativa de invasão
O imóvel serviu ao IBGE até 1997. Ali ficavam as áreas de pesquisas e de informática, deslocadas para onde funcionam até hoje, no edifício Rio Metropolitan, na Avenida Chile, no centro.

Durante a implosão, segundo a prefeitura, algumas pessoas chegaram a invadir a área de segurança e foram retiradas.

Nota da prefeitura
O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, em nota, ressaltou que as famílias que moravam no local viviam em condições subumanas e que a implosão demorou por depender da transferência de responsabilidade do prédio para a prefeitura.

“Esse prédio pertencia à prefeitura e foi devolvido para o governo federal exatamente porque não se queria assumir a responsabilidade de um possível desabamento. Demorou para que eu pudesse trazer de volta e aí fazermos essa série de implosões”, disse.

Crivela voltou a lembrar que outros prédios abandonados, adquiridos pela prefeitura, serão implodidos para expansão do Minha Casa, Minha Vida, no Rio. Na Mangueira, o objetivo da prefeitura é erguer duas mil unidades para a faixa mais baixa da população.

O trânsito também sofreu mudanças. Foram alteradas linhas de ônibus e o funcionamento de trens e do Metrô foi suspenso, durante o tempo da operação, por segurança.

Inicialmente prevista para às 7h, a implosão passou para às 9h30 de maneira a não atrapalhar a chegada dos vestibulandos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro aos locais de prova na região do Maracanã e do centro. Com Agência Brasil

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