Lançado projeto de iniciação científica para jovens do ensino médio

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William Campos Viegas

A Secretaria de Estado de Educação (SEE) lançou, em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), Instituto Unibanco, Ação Educativa e Observatório de Favelas, o projeto Iniciação Científica no Ensino Médio”. O evento ocorreu na semana passada no auditório do Colégio Estadual Governador Milton Campos (Estadual Central).

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“É fundamental a inserção da pesquisa no currículo do ensino médio. É um novo olhar para os jovens estudantes e para os docentes da educação básica que, agora, terão um espaço favorável à pesquisa, à iniciação científica e a uma nova forma de pensar o fazer docente no ambiente educacional”, diz a secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, ao enfatizar o direcionamento dessa gestão em investir em novas oportunidades e perspectivas para a juventude.

Nessa primeira etapa a ideia é levar a experiência de pesquisa e extensão a 3.452 estudantes, 221 professores, de 221 instituições de ensino estaduais, de todas as 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs).

“O aluno, muitas vezes, só tem a possibilidade da iniciação científica quando entra na educação superior. Então, nós trouxemos as boas práticas das universidades para as nossas escolas, que dialogam com o desejo desses jovens em aprender e aprofundar seus conhecimentos”, afirma Macaé. A iniciativa é mais passo da SEE para a ampliação da política de educação integral em Minas Gerais.

Permitindo aos educandos e educadores o acesso à produção do conhecimento em suas múltiplas possibilidades – científicas, técnicas e culturais –, o projeto articula ações de iniciação científica que perpassam as dimensões do protagonismo juvenil, as áreas de conhecimento e a Educação das Relações Étnico-raciais.

“A formação científica deve ser feita desde cedo. Ela permite identificar talentos para a ciência e leva a uma atitude diante do conhecimento, pois nutre a curiosidade da criança e do jovem em avançar no aprendizado, gera dúvida diante das respostas fáceis, que muitas vezes são erradas, contribuindo para a formação de cidadãos críticos”, explica Paulo Beirão, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig.

A Fapemig, por meio de chamada pública, contratará tutores que auxiliarão professores e alunos no desenvolvimento dos projetos. Para concorrer às bolsas de tutoria, os profissionais devem estar vinculados a uma instituição de ensino superior e ter, no mínimo, mestrado.

“Essa experiência deve ser uma referência nacional para muitos lugares do país e está comprometida, sobretudo, com a implementação das metas 7 e 8 do Plano Nacional de Educação que têm como foco, respectivamente, a melhoria da qualidade da educação e o enfrentamento das profundas desigualdades raciais que marcam o Brasil”, destaca Denise Carreira, diretora executiva da Ação Executiva.

Durante o encontro, a secretária Macaé Evaristo e o gerente de Planejamento e Articulação do Unibanco, Thiago Borba, assinaram um protocolo de intenções entre a SEE e o instituto. O documento estabelece um acordo de cooperação técnico-científica e cultural entre os órgãos para execução do projeto “Conexões de Saberes”, que visa a produção de conhecimentos sistemáticos e ordenados sobre as razões da evasão escolar no ensino médio.

A execução do projeto ficará por conta da Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Observatório das Favelas.

Eixos
O projeto “Iniciação Científica no Ensino Médio” está estruturado em três ações – Territórios de Iniciação Científica (TICs); Núcleos de Pesquisas e Estudos Africanos, Afro-brasileiros e da diáspora (UBUNTU/NUPEAAs), e Conexões de Saberes.

“Vamos estimular nos participantes o desenvolvimento do espírito investigador e da capacidade de problematizar questões do cotidiano de nossas juventudes no contexto escolar, efetivando a pesquisa aplicada na escola e seu entorno”, ressalta Andreia Martins, analista educacional da SEE.

Os Territórios de Iniciação Científica (TICs) apostam na interação entre a educação básica e o ensino superior para que a realidade, os anseios e as trajetórias de vida dos jovens do ensino médio e os problemas que enfrentam em seus territórios tornem-se objetos de pesquisa.

“Vai abrir os horizontes e estimular os estudantes a pesquisarem e vislumbrarem um futuro na carreira acadêmica”, afirma Maria Helena Gomes, diretora da Escola Estadual Nova Contagem. Com Agência Brasil

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