Ação da OMS com países é crucial para vencer pandemia, diz Guterres

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O secretário-geral da ONU afirmou que a pandemia da covid-19 é um dos desafios mais perigosos já enfrentados pelo mundo. António Guterres lembrou que a doença é uma crise humana com severas consequências de saúde e socioeconômicas.

Em nota, emitida nesta quarta-feira, o chefe da ONU elogiou milhares de servidores da agência que apoiam os países-membros da organização e ajudam a salvar vidas enquanto lutam contra o vírus.

Ebola
O secretário-geral pronunciou-se após alegadas declarações de um Estado-membro da ONU sobre uma possível suspensão do financiamento à Organização Mundial da Saúde, OMS, por causa da resposta da agência à pandemia.

Guterres contou que a OMS foi vital para combater o ebola na República Democrática do Congo.

Ele lembrou que o novo coronavírus não tem precedente e ressaltou que “em tais condições, é possível que os mesmos fatos tenham diferentes leituras por diferentes entidades.”

Hora
Para o chefe da ONU, chegará o momento de analisar a origem da doença de como ela se alastrou pelo mundo, e que esta não é a hora de fazê-lo.

Para Guterres, agora é momento para união, e para a comunidade internacional cooperar em solidariedade com o objetivo de conter o vírus e suas consequências arrasadoras.

Em Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, lembrou que este 9 de abril marca 100 dias do anúncio dos primeiros casos da covid-19. Naquela época, o vírus era conhecido como uma espécie de influenza com sintomas de pneumonia.

Tedros disse ser incrível como o mundo mudou nesses três meses.

Resposta
Ele lembrou a ação rápida da OMS na resposta ao surto e disse que a agência continuará comprometida a salvar vidas.
Numa narrativa cronológica, o chefe da OMS contou que todos os países-membros da agência foram notificados imediatamente em 5 de janeiro sobre o surto.

Ele disse que assim que a China, onde a doença surgiu, confirmou casos de transmissão entre seres humanos, a OMS informou a todos. E ressaltou que a agência está fazendo entrevistas diárias com a imprensa para informar ao público em geral com dados e evidências científicas.

Tedros agradeceu aos países e aos doadores que prometeram US$ 800 milhões para combater a doença.

Redes sociais
A OMS está fazendo parcerias com a indústria criativa e com empresas de redes sociais para chegar a mais pessoas.
A agência mantém sua cooperação com os países-membros para troca de informações.

E já enviou mais de 1 milhão de testes para 126 países. Com ONU News

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