Pesquisadores da Funed repassam dicas para uso racional de medicamentos

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Diante da covid-19, o ideal é evitar o uso de medicamentos e plantas medicinais sem indicação ou eficácia comprovada, o que pode provocar efeitos colaterais e desenvolvimento de outras doenças.

O artigo “Uso irracional de medicamentos e plantas medicinais contra a Covid-19 (SARS-CoV-2): um problema emergente, que demonstra aumentos importantes no uso de fármacos sem comprovada eficácia clínica contra a covid-19”, discorre sobre o problema.

Cristine de Araújo Silva, analista do Serviço de Farmacovigilância e Estudos Clínicos, da Diretoria Industrial da Funed, e Júlio César Moreira Brito, pesquisador do Serviço de Recursos Vegetais e Opoterápicos, da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Funed, participaram da elaboração do artigo. Para ela, sugestões de uso e e fake news vêm incentivando a compra e o uso indiscriminado de remédios. “A pandemia trouxe um enorme desafio para a Saúde pública também nesse sentido, influenciando o aumento da automedicação em busca de um tratamento para a doença”, ressalta.

Segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), os medicamentos são a principal causa de intoxicação no Brasil. Estudos brasileiros também mostram que as morbidades e mortalidades relacionadas ao uso de medicamentos (MRM) seriam responsáveis por um gasto considerável de recursos, podendo chegar a 23% do orçamento público anual total destinado à Saúde no Brasil.

Dosagem correta
Respeitar a indicação de dosagem e os horários de administração do remédio, verificar interações com outros medicamentos e/ou alimentos é fundamental para resguardar a saúde. “Cada medicamento é diferente e o entendimento sobre como deve ser usado contribui para a prevenção de reações adversas, diminuição da eficácia, intoxicações e erros”, explica a analista da Funed.

“O que se espera é que os medicamentos tratem, curem e não causem malefícios. Entretanto, sabemos que há riscos associados ao uso de qualquer medicamento, por isso a importância de entender sobre usos e indicações, a importância de uma orientação profissional e acompanhamento do uso e a importância em se conhecer a bula”, frisa Cristine Silva.

Automedicação
Ela ainda explica que a automedicação pode contribuir para diversos erros no uso de um medicamento, provocar um diagnóstico incorreto, agravar um sintoma ou uma doença, aumentar resistência de microorganismos, provocar dependência, reações alérgicas, intoxicações e mortes. Todas as situações que envolvem automedicação têm um peso negativo na saúde de um indivíduo.

É imprescindível que profissionais e cidadãos notifiquem as suspeitas de eventos adversos à indústria responsável pelo medicamento, e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por meio do Vigimed, contribuindo para a identificação de riscos e danos e, consequentemente, para o planejamento de uma minimização desses problemas. Com Agência Minas

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