MG já recolheu 206 respiradores mecânicos para tratar infectados pela COVID-19

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O Governo de Minas Gerais já recebeu 206 respiradores mecânicos que estavam em desuso, em hospitais públicos e particulares do estado. O objetivo é reformar os equipamentos recolhidos, para que possam auxiliar no tratamento à Covid-19. A busca dos aparelhos é comandada pela Polícia Militar, que já visitou 290 estabelecimentos de Saúde até o momento.

Conforme o chefe do Estado-Maior da corporação, coronel Marcelo Fernandes, devem ser vistoriados, ao todo, 989 centros médicos. “A operação deve ser mantida durante todo o período de crise”, assegurou, em entrevista coletiva ontem (8), em Belo Horizonte.

Também participaram do evento o secretário adjunto de Saúde (SES-MG), Marcelo Cabral Tavares, o subsecretário de Serviços Compartilhados da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Rodrigo Matias, e o diretor regional do Sesi/Senai, Christiano Leal.

Ação
A busca pelos respiradores em diferentes municípios mineiros começou no dia 3/4. A Polícia Militar está trazendo os equipamentos para Belo Horizonte, onde será feita a manutenção. Após o conserto, eles serão devolvidos às unidades de Saúde de origem.

O secretário adjunto da SES-MG, Marcelo Cabral Tavares, reforçou que o objetivo da ação é reestruturar a rede de Saúde para o enfrentamento à pandemia. Tavares destaca que, embora o epicentro de casos atual seja Belo Horizonte, é preciso olhar para o estado como um todo e avaliar a situação utilizando critérios assistenciais, para que haja condições de atender a toda a população mineira. “Queremos trabalhar sempre nos antecipando ao evento, avaliando toda a estrutura da rede e fazendo o necessário para que ela esteja pronta para atender à demanda”, afirmou.

De acordo com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) há, em Minas Gerais, um total de 5.964 respiradores. Desses, estima-se que pelo menos 373 estejam fora de uso. O diretor regional do Sesi/Senai, Christiano Leal, explicou que o papel da instituição é fazer a manutenção dos equipamentos que estão com problemas. “Hoje nós já recebemos cerca de 18 respiradores e concluímos a reestruturação de três. Outros estão sendo calibrados e consertados”, detalhou .

Coube à Seplag fazer a articulação entre o Estado e o grupo de profissionais da indústria que se voluntariaram para prestar apoio na estratégia de reparo dos respiradores.

“Em Minas Gerais, além do Senai, contamos também com a parceria da Fiat e da ArcelorMittal. Atualmente, são 18 engenheiros da Fiat, devidamente treinados pela própria empresa, e mais 12 profissionais da ArcelorMittal e do Senai, trabalhando para a manutenção desses equipamentos”, afirmou o subsecretário de Serviços Compartilhados da pasta, Rodrigo Matias.

As empresas estão fazendo o processo de manutenção sem custo, e as unidades de Saúde que entregaram o aparelho para reparação não terão que pagar nada por isso, como frisou Matias. Ele destacou, ainda, que levando em consideração a evolução dos quadros clínicos, estima-se que cada equipamento possa ser utilizado por até dez pacientes. “A expectativa é de que, ainda hoje, já tenhamos 220 equipamentos. Se reparados na sua totalidade, podem contribuir para salvar, no mínimo, 2,2 mil vidas”, concluiu. Com Agência Minas

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