Eduardo de Menezes é primeiro hospital de MG que atende somente pacientes com COVID-19

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O Hospital Eduardo de Menezes (HEM), da Rede Fhemig, é o primeiro de Minas Gerais a destinar, desde 25 de março, 100% de seus leitos para o atendimento aos pacientes com suspeita ou confirmação de infecção pelo coronavírus. Neste momento, a unidade conta com 70 leitos de enfermaria e 40 de terapia intensiva, podendo expandir sua capacidade para 84 leitos de CTI. Além disso, o Setor de Imagem será adaptado para receber o novo serviço de tomografia computadorizada.

Referência estadual para o tratamento de doenças infectocontagiosas, o HEM integra o Centro Mineiro de Controle de Doenças e Pesquisa de Vigilância em Saúde (CMC), instituído, no início de março, pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), a fim de atender às demandas epidemiológicas e sanitárias do Estado.

Para se dedicar exclusivamente à Covid-19, a unidade transferiu os pacientes internados por outros diagnósticos para o Hospital Júlia Kubitschek (HJK), que reservou uma de suas alas de internação para a infectologia e passou a atuar como retaguarda do HEM. A transferência foi planejada e seguiu critérios técnicos, em conformidade com o Plano de Capacidade Plena Hospitalar (PCP), desenvolvido pela Rede Fhemig para fazer frente à pandemia.

A parceria entre os dois hospitais se estende ao atendimento a gestantes, parturientes e puérperas com suspeita ou diagnóstico positivo para a Covid-19, já que a maternidade do HJK é preferencial para esse grupo de pacientes.

Rede efetiva
O remanejamento dos pacientes exigiu o estabelecimento de uma efetiva rede de atenção, de tal forma que o Hospital Alberto Cavalcanti (HAC) também reorganizou seus leitos para receber pacientes do HJK. O planejamento estruturado pela Fhemig para responder à Covid-19 em Minas, em um contexto de quase 50 mil casos suspeitos, prevê ainda que o Hospital Galba Velloso (HGV) disponibilize 200 leitos para atender a possíveis demandas de retaguarda aos demais hospitais da fundação.

Com o remanejamento, os pacientes psiquiátricos do HGV serão acolhidos pelo Instituto Raul Soares (IRS) que atua na mesma linha de cuidado.

Múltiplas iniciativas
Para alcançar esse nível de organização, que permitiu ao HEM agrupar os pacientes suspeitos e ampliar sua capacidade de atendimento, o hospital tem adotado diversas iniciativas de adequação do seu serviço desde o início da epidemia, na China.

Como ressalta a gerente assistencial do HEM, a infectologista Tatiani Fereguetti, as medidas se estenderam do treinamento das equipes assistenciais, passando pela elaboração de protocolos internos para utilizar equipamentos de proteção individual e adequar a estrutura física dos leitos dedicados a pacientes com casos suspeitos ou confirmados, à participação na elaboração do protocolo estadual para combate à Covid-19.

Capacitação
Todos os profissionais do hospital foram treinados para atender adequadamente os pacientes suspeitos de coronavírus. A capacitação se estendeu, inclusive, àqueles trabalham nas áreas administrativas do HEM. Tatiani ressalta que “foram realizados numerosos treinamentos para a utilização correta dos equipamentos de proteção individual, tanto para manejo clínico quanto para medidas de prevenção”.

Além do treinamento massivo dos servidores também foi necessária a realização de chamamentos públicos emergenciais para contratar médicos, enfermeiros, técnicos de Enfermagem, fisioterapeutas, entre outros profissionais, para compor as equipes de terapia intensiva e de internação, não apenas do HEM, como também dos hospitais Infantil João Paulo II (HIJPII), Regional Antônio Dias (HRAD), Regional João Penido (HRJP) e Alberto Cavalcanti (HAC). Saiba mais sobre os processos seletivos neste link.

Recursos
No primeiro momento, o HEM se reorganizou com recursos próprios, realocando equipes, e organizando os setores de internação e leitos de terapia intensiva. “À medida que vem ocorrendo o incremento de equipamentos, insumos e recursos humanos, o hospital tem ampliado e aprimorado sua capacidade de atendimento, especialmente na terapia intensiva” reitera Tatiani.

Novos aportes
Nesse cenário de novos aportes, a Fhemig adquiriu dez ambulâncias, com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e recursos da Loteria Mineira, que serão utilizadas no transporte inter-hospitalar dos pacientes com Covid-19 e, posteriormente, irão compor e reforçar a frota da rede. Também serão disponibilizados inicialmente, pelo Ministério da Saúde, 50 kits com equipamentos de terapia intensiva por leito, distribuídos entre HEM, HRJP e HRAD.

Na sexta-feira (3), o secretário de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, acompanhado pelo presidente da Fhemig, Fábio Baccheretti, visitaram o HEM e o HJK para verificar o andamento das medidas e conferir as obras para a ampliação do Centro de Terapia Intensiva (CTI) do HJK e de unidades de isolamento do HEM que, segundo o secretário, “estão avançadas e, em breve, serão entregues à sociedade”.

Ainda conforme Carlos Amaral, na ocasião, eles também conversaram sobre o financiamento emergencial para a conclusão das obras de toda a Rede Fhemig, tanto em Belo Horizonte, como no interior do Estado. “Acreditamos que, com as obras para a expansão de 238 leitos de CTI e a readequação da rede, estaremos contribuindo para a melhora da assistência e o preparo do Estado no enfrentamento da Covid-19”, ressaltou o secretário, destacando que as mudanças serão feitas em breve.

Além disso, uma parte dos R$ 500 milhões anunciados, no dia 31 de março, pelo governador Romeu Zema, será destinada à Rede Fhemig para fortalecer a estratégia de resposta à pandemia. O recurso, que será integralmente aplicado no combate ao coronavírus em Minas, é uma antecipação da indenização devida pela Vale, proveniente de bloqueio judicial em uma das ações que o Estado move contra a mineradora pelo rompimento da barragem de Brumadinho.

Capacidade plena
O Plano de Capacidade Plena Hospitalar apresenta as fases de resposta hospitalar da Rede Fhemig à pandemia, conforme demanda por internação em leitos de terapia intensiva e enfermaria à medida que avançam os casos da doença. Para conhecer o documento na íntegra clique aqui.

No plano estão detalhadas as fases de enfrentamento ao coronavírus, em Minas, pelos hospitais que integram a Rede Fhemig. A primeira etapa é a vivenciada neste momento, com a destinação exclusiva do HEM para atendimento aos casos da doença. As demais fases serão postas em ação assim que o hospital atingir 70% de sua capacidade de atendimento. A partir daí, haverá a ocupação progressiva das demais unidades hospitalares da rede, cujos leitos estão sendo reorganizados, em caráter emergencial.

Com o acionamento das demais fases do plano, a Rede Fhemig terá, além dos atuais 72 leitos de terapia intensiva do HEM, 254 novos leitos de CTI, distribuídos pelos hospitais Júlia Kubitschek, João XXIII, Regional de Barbacena Dr. José Américo, Regional Antônio Dias e Regional João Penido.

Também haverá o direcionamento para Covid-19 de 103 leitos de enfermaria já existentes nos hospitais Júlia Kubitschek, Regional de Barbacena Dr. José Américo, Regional Antônio Dias e Regional João Penido. Além desse quantitativo, serão reorganizados para atender pacientes sem o coronavírus, 397 leitos já existentes nos hospitais Alberto Cavalcanti, Galba Velloso, Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena e nas Casas de Saúde Santa Fé, Santa Izabel, Padre Damião e São Francisco de Assis.

O Hospital Infantil João Paulo II já possui leitos dimensionados para resposta à sazonalidade respiratória, com possibilidade de ampliação da oferta, considerando a baixa taxa de complicação da Covid-19 em crianças. Com Agência Minas

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