ABL doa estante de livros para índios guaranis no Rio de Janeiro

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O presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Marco Lucchesi, doou uma estante com livros, CDs e DVDs para a biblioteca da Aldeia Guarani da Mata Verde Bonita, em Maricá, região metropolitana do Rio de Janeiro.

A ação faz parte do Projeto Ivy Marey (que significa Terra sem Males), criado em parceria com a cacique Jurema Nunes de Oliveira e outros membros da aldeia. O projeto prevê maior aproximação cultural da academia com as oito aldeias Guaranis do estado do Rio.

Segundo Lucchesi, a entrega dos livros é um gesto simbólico de aproximação e de diálogo. “São culturas absolutamente fundamentais, que nos representam, que pertencem à nossa própria forma de atuar e de pensar o Brasil. Portanto, estou muito feliz em estar aqui. É nosso primeiro passo para estreitar os laços com as comunidades guaranis do estado do Rio de Janeiro”.

A ABL ouviu a demanda dos próprios indígenas para a doação dos livros, segundo Marco Lucchesi. Durante encontro na academia, na última quinta-feira (4), com a cacique Jurema, os indígenas citaram os livros que queriam para a biblioteca, com destaque para infantis e de línguas. “Eles têm aqui duas escolas bilíngues”, destacou Lucchesi. Além desses, foram doados também livros de arte e obras sobre a gramática brasileira.

Emoção

Para Lucchesi, com a doação, “a academia cumpre seu papel, com um gesto simples, de poucas palavras, mas um gesto de afeto, de encontro, que é o que precisamos hoje nessa cultura da paz tão importante para a nação brasileira”.

Lucchesi disse que pretende visitar as oito aldeias guaranis. No próximo dia 15, os indígenas da Aldeia Guarani da Mata Verde Bonita farão uma visita guiada à ABL, no mesmo mês em que é comemorado o Dia do Índio, no dia 19. A data foi criada pelo presidente Getúlio Vargas, em 1943, tendo sido proposta em 1940 pelas lideranças indígenas do continente, que participaram do Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México.

A cacique Jurema Nunes de Oliveira disse estar muito feliz, porque a biblioteca nunca recebeu livros. “A gente está gostando muito, não tenho palavras. É muito bom, porque as crianças têm que aprender mais sobre a história, que é diferente da nossa cultura, mas precisam saber história também. Eu acho que a parceria agora com a ABL vai ser muito boa. Já está sendo bom”.

Acompanhado da cacique, o presidente da ABL conheceu a aldeia, onde residem 105 indígenas, e a escola, onde os pequenos guaranis estudam. Com Agência Brasil

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