Zona da Mata ganha Centro de Referência em Piscicultura Ornamental

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Divulgação/Epamig

Foi inalgurado no dia 3 de abril , em Leopoldina, o Centro de Referência em Piscicultura Ornamental de Água Doce. A unidade demonstrativa tem diferentes sistemas de produção, composta por um prédio e uma estufa onde foram instalados aquários de vidro e caixas de fibra de vidro de diferentes tamanhos.

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O centro funcionará no Campo Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e vai atender a piscicultores de oito municípios produtores da Zona da Mata Mineira (Barão do Monte Alto, Eugenópolis, Miradouro, Muriaé, Patrocínio do Muriaé, Rosário da Limeira, São Francisco do Glória e Vieiras), região que tem se consolidado como polo produtor de peixes ornamentais.

Resultado de uma parceria entre Epamig, Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além do extinto Ministério de Aquicultura e Pesca (MAP), o Centro de Referência tem como objetivo gerar informações que contribuam para a melhoria do desempenho técnico, ambiental e econômico da atividade em Minas Gerais.

A atuação será integrada com associações, cooperativas, extensão rural e demais entidades representativas, para promover a capacitação de técnicos, o desenvolvimento de técnicas para a criação de espécies ornamentais.

A pesquisadora da Epamig, Elizabeth Lomelino, que coordena o Centro junto com o professor da UFOP Mauro Schettino de Souza, explica que cinco linhas prioritárias de pesquisa são conduzidas na unidade: definição e avaliação da viabilidade técnica, econômica e ambiental de sistemas intensivos de produção (fluxo contínuo, aquários e viveiros escavados) para diversas espécies de peixes ornamentais de água doce; avaliação e desenvolvimento de técnicas de produção de alimentos vivos; melhoramento genético e reprodução; avaliação de componentes de rações e alimentos funcionais; e ordenamento e monitoramento da piscicultura ornamental desenvolvida comercialmente na Zona da Mata Mineira.

“Neste primeiro momento vamos avaliar espécies como carpa, paulistinha, guppy e acará-disco”, informa a pesquisadora. A criação de peixes ornamentais popularizou-se na Zona da Mata Mineira como uma alternativa de renda para famílias de áreas rurais.

Além do clima favorável, da grande disponibilidade de água e da proximidade com os grandes centros, a região tem atraído um grande número de produtores, principalmente familiares, devido à vantagem de ser uma atividade barata e de rápido retorno econômico.

Anualmente, cerca de 12 milhões de unidades de peixes ornamentais são comercializadas em Minas Gerais. Estima-se que mais de 100 espécies são cultivadas em diferentes sistemas de produção, com destaque para aquelas que necessitam de pouca técnica de manejo e que são, em geral, muito prolíferas, tais como betta, espada, platy, molinésia, tricogaster e colisa. Com Agência Minas

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