Cine Humberto Mauro inicia a mostra permanente ‘Sessão Cinema e Psicanálise’

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Divulgação/FCS

A Fundação Clóvis Salgado (FCS), por meio do Cine Humberto Mauro, deu início, nesta sexta-feira (7/4), a mais uma mostra permanente de cinema: a “Sessão Cinema e Psicanálise”. A ação é resultado de uma parceria com a Escola Brasileira de Psicanálise. Em sua primeira sessão, será exibido “Repulsa ao Sexo”, do celebrado diretor Roman Polanski.

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O filme é um terror psicológico que conta a história de Carol, personagem vivida pela atriz Catherine Deneuve, uma jovem manicure londrina que, ao ficar sozinha no apartamento que divide com a irmã, passa a desenvolver um quadro de depressão e de alucinações. Essa foi a primeira obra de Polanski rodada em língua inglesa, produzida no Reino Unido, em 1965. Além disso, é o primeiro título de uma sequência que ficou conhecida como “trilogia do apartamento”.

‘Repulsa ao Sexo’ é tido como um dos melhores filmes que abordam a temática da esquizofrenia feminina. A personagem Carol aos poucos revela um estado de desligamento completo do mundo ao seu redor, culminando em uma repressão sexual que leva a situações esquizofrênicas repletas de violência e perversão.

A programação da Mostra será composta por narrativas que levantam questões psicanalíticas debatidas, ao fim de cada sessão, por um convidado especial. As exibições acontecem sempre nas primeiras sextas-feiras do mês.

Cinema e Psicanálise
Contemporâneos em seu nascimento, o cinema e a psicanálise se encontram primeiramente na dimensão do sonho. O pensamento transformado em imagens no sonho faz de cada sonhador o diretor de um filme que ele mesmo não compreende e precisa decifrar. O cinema, por sua vez é uma espécie de sonho coletivo que impregna de imagens e mensagens o psiquismo do espectador.

Psicanálise e cinema trabalham, cada um a seu modo, com a verdade em sua estrutura de ficção na construção de suas narrativas. Para Lacan, a tela de cinema seria “o revelador mais sensível” que permite mostrar, a um olhar oblíquo, marcas do que é assunto intocável para cada um. “Assim como a escuta psicanalítica nos conduz a observar fenômenos normalmente desapercebidos, tais como os atos falhos, os lapsos, os erros de memória ou mesmo um chiste, o cinema desperta um modo particular de percepção ao destacar, graças ao grande plano e à câmara lenta, elementos ocultos ao olhar imerso no fluxo contínuo do cotidiano”, explica Bruno Hilário, coordenador de cinema no Cine Humberto Mauro. Com Agência Minas

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