Deputados debatem ativação da malha ferroviária em Minas Gerais

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Willian Dias

Com o objetivo de discutir a ampliação e a ativação da malha ferroviária em Minas Gerais, a Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) já aprovou a realização de audiências no interior do Estado e na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A comissão realizou na  quinta-feira (7) sua primeira reunião ordinária.

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O deputado Gil Pereira (PP) pediu a realização de cinco audiências públicas para debater a ampliação da Ferrovia Centro Atlântica no Norte de Minas e a reativação do transporte de passageiros. As audiências devem acontecer nos municípios de Montes Claros, Pirapora, Bocaiúva, Monte Azul e Janaúba, todos no Norte de Minas.

Já o deputado Doutor Jean Freire (PT) apresentou requerimento para a realização de audiência pública com o objetivo de discutir a desativação da ferrovia Bahia-Minas, o impacto dessa medida nas regiões do Vale do Mucuri e Jequitinhonha e a possibilidade de sua reconstrução.

As deputadas Marília Campos (PT) e Ione Pinheiro (DEM) solicitaram a realização de audiência pública para discutir a situação do modal ferroviário na RMBH. Já o deputado Dalmo Ribeiro Silva (PSDB) pediu uma audiência em Itajubá para debater o modal ferroviário no Sul de Minas.

Objetivos
A Comissão Pró-Ferrovias Mineiras foi criada por decisão da Mesa da Assembleia e tem como objetivos fomentar debates sobre as potencialidades do transporte ferroviário de cargas e de passageiros e discutir possibilidades de investimento, bem como seus impactos.

Os deputados da comissão também pretendem ampliar a discussão em torno da renovação das concessões ferroviárias e suas contrapartidas necessárias, promover ações que visem à recuperação e à ampliação da malha ferroviária do Estado e combater o descaso com o patrimônio ferroviário de caráter histórico.

Investimentos nas ferrovias devem ser retomados
Os deputados presentes na reunião destacaram a importância de retomada dos investimentos para a reativação e construção de linhas ferroviárias em Minas Gerais. O presidente da comissão, deputado João Leite (PSDB), lembrou as dificuldades enfrentadas pelo País com a greve dos caminhoneiros, que demostrou a necessidade de a ampliação do transporte ferroviário voltar a ser discutida em Minas Gerais.

O vice-presidente da comissão, deputado Roberto Andrade (PSB), considerou que as estradas brasileiras não acompanharam o crescimento do País e não suportam o volume de tráfego, sendo necessário investir na malha ferroviária para transporte de cargas e passageiros.

A deputada Marília Campos apontou que já há uma ligação ferroviária entre vários municípios da RMBH e defendeu que seja utilizada para o transporte de passageiros, além do de cargas. A deputada Ione Pinheiro considerou que há décadas não são vistos investimentos no transporte ferroviário, sendo que a comissão pode ajudar na construção de boas propostas para os próximos governantes do Estado e do País.

O deputado Doutor Jean Freire lamentou a situação de abandono de muitas linhas ferroviárias em Minas Gerais. Dalmo Ribeiro Silva destacou que a comissão será um espaço importante para a construção de soluções para a retomada dos investimentos nas ferrovias mineiras.

Decisão da Mesa
Ao criar a comissão, a Mesa da Assembleia considerou ser imprescindível o investimento em infraestrutura para a retomada do crescimento econômico e, ainda, a necessidade de superação dos problemas de mobilidade e de logística, evidenciados pela greve dos caminhoneiros.

O contexto de renovação antecipada das concessões da malha ferroviária, em curso pelo governo federal, também foi decisivo para a criação da comissão da ALMG. A expectativa é de que seja possível aprimorar o transporte de carga e de passageiros por meio da recuperação e da ampliação da malha do Estado.

Outros fatores que influenciaram a decisão foram a existência de estrutura ferroviária subutilizada ou abandonada em diversos pontos de Minas, bem como a importância econômica, histórica e sociocultural desse patrimônio público. Com informações da Assessoria de Comunicação da ALMG.

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