Pais e professores temem municipalização de escolas estaduais em MG

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Crianças da zona rural se deslocando em alguns casos até por mais de 20 quilômetros para estudar na rede municipal, escolas do Estado fechadas ou com turmas reduzidas e contratos de trabalho desfeitos. Esse foi o cenário vislumbrado por professores de várias regiões do Estado diante do processo de municipalização de escolas estaduais pelo governo de Minas.

O assunto foi discutido ontem (6) na Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde professores vindos de diversos municípios mineiros criticaram o processo, que implica na transferência de alunos do Estado para a rede de ensino mantida pelas prefeituras.

Segundo posicionamento manifestado na audiência pela Secretaria de Estado de Educação (SEE), a municipalização não estaria sendo imposta e sim atenderia a uma demanda das prefeituras.

Professores e representantes de entidades de trabalhadores na educação, contudo, relataram a existência de boatos e ameaças em contrário e foram mencionadas situações em que haveria a municipalização mesmo sem interesse da prefeitura, como no caso de Ubá (Zona da Mata).

Além de dificuldades de deslocamento que a medida causaria aos alunos, o processo de transferência estaria sendo conduzido pela SEE sem transparência, sem estudos técnicos e sem que as comunidades escolares tivessem sido ouvidas.

A professora Lucimar de Lourdes Martins disse que pais e professores temem que a Escola Estadual do Povoado de São Vicente, no município de Simonésia (Zona da Mata) seja afetada pela municipalização mesmo não havendo, segundo ela, o interesse da prefeitura de assumir os alunos do povoado. Com ALMG

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