Para Belletti e Guilherme, torcida do Galo fez a diferença na campanha de 99

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Convidados do programa Galo em Casa desta segunda-feira (6/4), os ex-atletas do Galo Guilherme e Belletti afirmaram que a Massa Alvinegra foi o grande diferencial do Atlético na campanha do vice-campeonato brasileiro, em 1999.

“Nessa competição, tivemos um combustível extra fundamental e a gente falava sobre isso nas reuniões: a torcida. Esse combustível que tivemos nesse campeonato foi sensacional. No jogo contra o Flamengo, quando vencemos por 3 a 0, tínhamos mais de 70 mil pessoas no Mineirão. Era um time que lutava muito, vendia caro, mas a torcida era o nosso combustível, realmente, em 99”, disse o ex-atacante Guilherme.

Belletti recordou a força que os jogadores sentiam na entrada da equipe em campo. “Tínhamos aquela reunião que os jogadores fazem antes de entrar dentro do campo. Nos reuníamos ali e falávamos: vamos esperar, a torcida vai vir junto. Aí, naquele momento, o Mineirão e o Independência começavam a gritar, cantar, gritar, e aí começava o jogo par a gente, e a correria fazia a diferença”, disse.

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Belletti e Guilherme falaram bastante sobre o Brasileirão de 1999, confira:

Um time que ficou marcado

Guilherme – “Nossa equipe, no começo da competição, não tinha cara de que chegaria tão longe como chegou, e com chance de vencer, de ser campeão. Era um grupo muito unido. Tínhamos muitos problemas de estrutura. Foi um time formado dentro da competição, mas que conseguiu dar liga. Esse time, embora tivesse alguns talentos individuais, o primordial é que o grupo era muito unido. Essa união, essa liga que deu, fez com que chegássemos onde chegamos. Aquele time era tão especial, o ano foi tão especial, que o time ficou marcado mesmo sem ter sido campeão, é impressionante”.

Belletti – Quando entendemos que a gente não tinha o melhor time tecnicamente e ganha confiança com as vitórias na primeira fase, principalmente a vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras, no Independência, contra um dos maiores Palmeiras da história, esses momentos nos traziam a confiança. Acho que na correria a gente pode surpreender e isso nos dava um gás, uma energia diferente para seguir na competição, aí vieram jogos contra Flamengo e Santos, no Mineirão, contra o Corinthians, no Maracanã, que foram nos dando essa confiança”.

Clássicos nas quartas de final

Guilherme – “O time do Cruzeiro, tecnicamente, era melhor que o nosso, era um time realmente muito bom. Era uma melhor de três jogos e não houve a necessidade do terceiro jogo, matamos em dois jogos, sem nenhum erro de arbitragem, sem nenhuma discussão. Ganhamos os dois jogos com propriedade e isso nos deu uma força par chegar à final. Foram os dois jogos mais marcantes pela disparidade que havia, técnica, estrutural e financeira. Era bem difícil para nós. Só no futebol esse tipo de situação pode acontecer. Tivemos duas vitórias acachapantes”.

Belletti – “Eles eram um dos favoritos, se classificaram em segundo e nós em sétimo. Só de ser clássico já é legal. Você ter o seu adversário mais próximo, seu maior rival, já transforma um simples jogo em algo épico. Em se tratando de um jogo eliminatório de Campeonato Brasileiro, aí toma proporções gigantes”.

Semifinais contra o Vitória

Belletti – Considero esses primeiros cinco minutos dessa semifinal entre Atlético e Vitória como um dos maiores momento da minha carreira. Você imagina o Mineirão com 76 mil pessoas e, em 45 minutos, em uma semifinal de Campeonato Brasileiro, você marca três gols. Nem deu tempo de descansar da comemoração e um gol para outro. O Guilherme fez os dois primeiros gols e eu marquei o terceiro. Foi o primeiro gol que fiz depois da volta do acidente de carro que tive na primeira fase. O lado emocional tomou conta dessa celebração”.

A decisão

Guilherme – “Quando o Marques se machuca no primeiro jogo da final, no Mineirão, as possibilidades diminuíram e diminuíram bastante porque tínhamos um time forte, mas não um elenco forte. Com todo o respeito aos outros jogadores, mas ninguém teria condições de fazer ou chegar perto de fazer o que ele vinha fazendo. Infelizmente, foi o que aconteceu, foram dois jogos em que não conseguimos fluir o nosso jogo, não conseguimos incomodar muito o adversário. Tivemos, sim, um pênalti a nosso favor naquele terceiro jogo, isso é indiscutível, mas, quando perdemos o Marques no primeiro jogo, as coisas ficaram bem ruins para nós”.

Belletti – O Atlético havia vencido o Corinthians na primeira fase por 4 a 0, no Maracanã, um baita jogo. Então, chegamos à final acreditando que dava para vencer. Já mostramos isso naquele jogo. Fizemos 2 a 0 logo de cara e o Corinthians também sabia da nossa qualidade física. Eles eram melhores tecnicamente, tinham grandes jogadores, muito chegaram à Seleção Brasileira, um meio-campo com Vampeta, Ricardinho, Rincón. Mas, por tudo que a gente havia feito até ali, nos dava essa confiança. Aí, o Marques machuca. Não foi nem apenas a gente perder o poder ofensivo, as jogadas de linha de fundo, de incomodar o adversário durante 90 minutos, mas é a “festa” do adversário com isso, uma preocupação grande a menos, o cara que tinha a melhor jogada ofensiva pelo lado, criava ocasiões. Era como se o Corinthians perdesse ali o Luizão ou o Edilson. No primeiro jogo, até o primeiro tempo, estava tudo controlado. O Guilherme marcou os três gols, uma assistência minha, uma do Robert e uma do Adriano”.

Artilharia

Guilherme – “Foram 28 gols em 27 jogos. Foi mais de um gol por jogo porque cheguei depois que o campeonato começou e, nas fases finais, foi um absurdo. Nos jogos decisivos, para mim foram ótimos. Foi gol todo jogo, fiz três no primeiro jogo da final”.

Com site do Atlético-MG

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