Suíço-brasileira, Natasha comemora primeira vez na Seleção Feminina

GRNEWS nas Redes Sociais Facebook Twitter YouTubeWhatsApp WhatsApp

Pelo sotaque já dá para perceber que ela tem algo diferente. Filha de uma brasileira com um suíço, Natasha, 21 anos, nasceu e vive na Suíça, mas nunca perdeu seus laços com o Brasil

A goleira joga bola desde os 4 anos e sempre quis realizar um desejo: jogar pela Seleção Brasileira. Nesta segunda fase de treinamentos visando a preparação para a Copa do Mundo, ela realizou o sonho da primeira convocação.

– Sempre sonhei com isso e o meu sonho pode se realizar. Eu vim para a Seleção, pude mostrar o meu futebol e fui observada. Se eu tiver mais oportunidades, eu quero aproveitar – comemora Natasha.

Servir uma Seleção não é novidade para Natasha. Como também tem nacionalidade suíça, a goleira já foi chamada para defender seu país natal. Também esteve na disputa da Euro Sub-19 Feminina. Como não atuou em nenhuma partida oficial da equipe principal, a convocação pelo Brasil não foi inviabilizada.

– Quando eu recebi o primeiro convite da Seleção da Suíça, eu conversei com a minha mãe. Lembro que eu estava triste porque não tinha recebido o convite da Seleção do Brasil. Mas depois a minha mãe falou: “você nasceu aqui (Suíça), vai lá, veja as coisas, aprenda e faça a sua experiência. Um dia, se você tiver oportunidade, o Brasil pode chamar você” – recorda Natasha.

A altura e a habilidade com os pés foram o que mais chamaram atenção da comissão técnica. Com o trabalho de análise de desempenho, realizado por Ricardo Pombo, o técnico Vadão e o preparador de goleiras Juarez Veludo puderam observar e acompanhar o desenvolvimento de Natasha na Liga Suíça de Futebol Feminina. Ela é titular do FC Luzern Frauen e defende o clube há dois anos.

– Vimos algumas imagens da Natasha. Eu e Vadão conversamos e resolvemos convocá-la para que pudéssemos fazer um período de observação. Ela tem nos agradado bastante, porque é uma jogadora com um potencial muito grande. Gostaríamos de continuar a observá-la em outras convocações – conta Veludo.

Neste período de observação, Natasha ficou sete dias com a comissão técnica na Granja Comary, em Teresópolis. A goleira não seguirá com a equipe para Itu, em São Paulo, onde a Seleção segue a preparação até o dia 23 de fevereiro. Vir ao Brasil não é novidade para a suíço-brasileira. Natasha tenta visitar os familiares todos os anos, mas, nessa convivência com o grupo, já observou aspectos bem diferentes.

– Na Suíça, tem muitas coisas semelhantes (com o Brasil), como os treinamentos e as pessoas. Mas aqui as pessoas são mais abertas, se soltam mais, falam, cantam e dançam bastante. Na Suíça é bem diferente (risos) – descreve Natasha. Com site da CBF

PUBLICIDADE
Don`t copy text!