Índice registra alta no preço dos alimentos pelo terceiro mês consecutivo

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A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), informou que o preço da comida subiu 1,9% em agosto em relação ao mês anterior. A alta esteve 7% acima do valor registrado há um ano.

A agência da ONU lançou o Índice de Preços de Alimentos que atribui o aumento pelo terceiro mês consecutivo aos cereais, oleaginosas e ao açúcar.

Cereais
Em agosto, a variação média foi 96,1 pontos, em relação a 94,3 de julho. A medição mensal também inclui as categorias de laticínios e carnes.

Segundo a FAO, a previsão das colheitas de cereais segue em direção a um recorde de quase 2.765 bilhões de toneladas. A previsão de safras históricas de milho na Argentina e no Brasil contribuirão para atingir o valor que corresponde a uma alta de 3% em relação aos níveis de 2019.

A produção global de sorgo deve crescer 6% em relação ao ano passado. Em relação ao arroz, o aumento da colheita poderá chegar à marca de 509 milhões de toneladas em 2020.

A previsão total para a utilização mundial de cereais na época 2020/21 é de 2.746 bilhões de toneladas. O nível está 2% acima do que foi registrado em 2019/20.

Milho
Em relação ao custo dos alimentos, a FAO aponta a influência dos principais cereais, os preços do sorgo, cevada e arroz foram os que mais subiram.

A agência diz que a forte subida do valor do milho foi impulsionada por preocupações com as perspectivas de produção dos Estados Unidos após os recentes danos à safra no estado de Iowa.

Os preços dos óleos vegetais subiram 5,9% em relação ao mês anterior, retomando os níveis registrados no advento da crise do coronavírus no mundo no início do ano.

A subida a do custo do óleo de palma foi provocada pela já anunciada desaceleração da produção nos principais países produtores. Esse fator combinado à forte demanda global de importação poderá causar uma baixa de reservas,

China
Houve ainda uma alta dos preços médios do açúcar em 6,7% em relação a julho. A situação reflete a prevista redução da produção devido às condições climáticas desfavoráveis na União Europeia e na Tailândia, além da forte demanda de importação na China.

Na categoria dos laticínios, ocorreu uma ligeira mudança puxada por quedas nos valores dos queijos e do leite em pó integral. Essa variação foi compensada pelos altos custos de manteiga e leite desnatado.

A FAO realça a estabilidade nos preços da categoria das carnes. Em agosto houve uma queda na carne bovina e de aves, enquanto os preços da carne suína subiram com a retoma do ritmo das importações chinesas após quatro meses consecutivos de queda.

Estados Unidos
Apesar de manter as previsões de colheita histórica de cereais, a agência revisou para baixo a quantidade de 2020 em 25 milhões de toneladas. A principal razão é a previsão de queda de produção nos Estados Unidos.

Até o fim de 2021, os estoques mundiais de cereais devem alcançar 895,5 milhões de toneladas. Com ONU News.

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