Jovens temem pela propagação do novo coronavírus em comunidades

GRNEWS nas Redes Sociais Facebook Twitter YouTubeWhatsApp WhatsApp

Oito em cada dez jovens que vivem nas periferias de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte afirmaram estar inseguros diante do risco do novo coronavírus continuar se espalhando e infectando as pessoas.

Os dados foram constatados por uma pesquisa realizada pela organização não governamental (ONG) Visão Mundial, que ouviu a 270 pessoas em 24 cidades dos seis estados entre os dias 24 e 25 de março – ou seja, 13 dias após a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter reconhecido a situação da doença como uma pandemia que já afetava a 115 países.

No dia em que os pesquisadores foram às ruas, o Brasil já registrava 46 mortes em decorrência de complicações causadas pela doença e 2.201 casos confirmados. De lá para cá, os números só pioraram, motivando o Ministério da Saúde, bem como os estados e as prefeituras, a intensificarem as recomendações para que as pessoas permaneçam em suas casas o máximo de tempo possível, evitando contato físico com outras pessoas.

A partir dos dados que colheu há duas semanas, a ONG Visão Mundial conclui que nas regiões mais necessitadas do país, o isolamento ainda não estava sendo realizado da maneira correta. “Em uma escala de 1 a 5, sendo 1 sem nenhum isolamento e 5 isolamento total, a média ficou em 2,84, demonstrando que as pessoas que moram nessa periferia não têm conseguido fazer o isolamento recomendado”, aponta a entidade, em nota.

Por outro lado, pesquisa feita pelo Instituto Datafolha divulgada neste domingo (5) mostra que, o aumento dos números de casos confirmados e de mortes e as medidas restritivas reforçadas ou impostas desde então podem ter alterado a percepção de ao menos parte dos jovens entrevistados há duas semanas. O levantamento aponta que 76% dos brasileiros consideram importante que as pessoas fiquem em casa a fim de evitar a propagação do vírus, mesmo que isso prejudique a economia e cause desemprego.

Gravidade da pandemia
Oitenta e oito por cento dos entrevistados pela ONG Visão Mundial há duas semanas consideram regular, ruim ou péssima a compreensão da comunidade sobre a gravidade da pandemia covid-19 e 67% disseram não ver nenhuma mobilização da sociedade para pensar as estratégias necessárias para tentar conter o surto. Isto apesar de 78% dos que responderam às perguntas considerarem ter acesso às informações sobre as medidas de proteção recomendadas para evitar a doença. Além disso, um em cada três jovens ouvidos pela ONG disse conhecer alguém cujo teste acusou positivo para a infecção pelo novo coronavírus.

Ações
A partir dos dados da pesquisa, a ONG recomenda que o Poder Público efetive a implementação da renda mínima, por três meses, conforme já aprovado pelo Congresso; adote ações de apoio aos comerciantes locais, com linhas de créditos e suspensão de cobrança de impostos enquanto durar pandemia e incentive os canais de comunicação comunitários para informar sobre a importância do isolamento social e criar uma rede de solidariedade para apoio aos grupos de risco.

A ONG também defende que os governos garantam o acesso da população carente a materiais de higiene, bem como o acesso à água potável. A Visão Mundial também enfatiza a importância da manutenção da coleta de lixo nas comunidades, oferecendo aos trabalhadores e trabalhadoras das empresas responsáveis pela coleta de lixo urbano equipamentos de proteção individual e que seja garantidos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os profissionais da saúde que atuam nas comunidades mais vulneráveis e o acesso à informação sobre locais de atendimento em casos de suspeita de infecção pelo novo coronavírus. Com Agência Brasil

PUBLICIDADE
Don`t copy text!