Testes rápidos vendidos em supermercado da Alemanha acabam no primeiro dia

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As principais cadeias de supermercados na Alemanha começaram hoje a vender ao público testes rápidos para diagnóstico da covid-19, que esgotaram em poucas horas, informaram as agências internacionais.

A France-Presse (AFP) relatou, por exemplo, que a página na internet da rede de supermercados Lidl bloqueou, após terem sido colocados à venda os primeiros kits desses testes que podem ser realizados em casa.

Na rede concorrente rede Aldi foi registada grande afluência de pessoas, e os testes esgotaram em poucas horas.

“Queremos assegurar a todos aqueles que saíram de mãos vazias que novos estoques são esperados nos próximos dias”, afirmou um porta-voz dos supermercados Aldi, em declarações ao jornal alemão Bild.

Em meio a um processo de vacinação que continua lento, o governo alemão conta com a realização em massa de testes rápidos da doença para iniciar um plano de desconfinamento progressivo no país e, assim, tentar responder ao crescente descontentamento da população.

A partir de segunda-feira (8), toda a população terá direito a um teste gratuito por semana, que será realizado por profissionais em farmácias ou em centros de testes certificados.

Vários fabricantes receberam também luz verde para produzir kits de testes domésticos.

O objetivo é dar mais liberdade à população após vários meses de restrições, mas os especialistas já advertiram que os testes rápidos são menos confiáveis do que o PCR (teste molecular) e que as medidas de proteção devem ser mantidas mesmo que o teste seja negativo.

Além das redes de supermercados, que limitam a venda a um pacote de cinco testes por pessoa, eles também estarão disponíveis em farmácias e outros estabelecimentos, em nível nacional, nos próximos dias.

O ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, que tem sido criticado por causa do ritmo lento da campanha de vacinação no país, prometeu, entretanto, que existirão testes rápidos em quantidades “mais do que suficientes” para todos, incluindo 50 milhões gratuitos por mês.

No entanto, os planos do governo alemão levantam algumas questões, especialmente sobre a capacidade de resposta das autoridades locais diante da enorme procura de testes rápidos.

Nesta semana, e após conversações com os governadores dos 16 estados que compõem o país, a chanceler Angela Merkel aceitou um levantamento progressivo das restrições aplicadas no âmbito da pandemia de covid-19, cedendo a um descontentamento crescente na opinião pública e no próprio governo a sete meses das eleições legislativas.

A Alemanha registrou 9.557 novos casos de infecção pelo novo coronavírus e 300 mortes nas últimas 24 horas. Os valores são ligeiramente abaixo dos verificados no sábado anterior, segundo dados divulgados hoje.

O Instituto Robert Koch (RKI), a autoridade responsável pela prevenção e controle de doenças na Alemanha, informou também, ao atualizar sua tabela de dados sobre a pandemia, que a incidência acumulada nos últimos sete dias em todo o país foi de 65,6 casos por 100 mil habitantes, variável que se mantém estável. Com Agência Brasil/RTP de Portugal

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