População atingida pelo rompimento da barragem da Vale precisa tomar vacinas

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Situações de emergência, como a vivenciada pela população afetada pelo rompimento da barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho, demandam ações estratégicas de diferentes áreas da saúde pública.

Especificamente no caso da Imunização, essas ações precisam ser desenvolvidas o mais rapidamente possível, já que as vacinas exigem um período determinado para imunizar os indivíduos, sendo necessário, em alguns casos, mais de uma dose para garantir total proteção.

Dessa forma, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), recomenda à população da região afetada buscar a Unidade Básica de Saúde mais próxima para avaliar a necessidade de vacinação, seguindo o Calendário Nacional de Vacinação.

A Coordenação Estadual de Imunização trabalha seguindo as normas do Programa Nacional de Imunização (PNI), ou seja, vacinando a população dentro dos calendários básicos de vacinação do Ministério da Saúde (MS). Portanto, orienta-se que seja realizada uma vacinação seletiva para este público, de acordo com as vacinas recomendadas para cada idade.

Veja AQUI o Calendário Nacional de Vacinação.

De acordo com a coordenadora de Imunização da SES-MG, Eva Lídia Arcoverde, o cartão de vacinação é utilizado como guia pelos profissionais de Saúde no momento de definir quais vacinas cada indivíduo necessita. Em situações de emergência, em que um considerável número de pessoas não está de posse do cartão, num primeiro momento, busca-se o chamado cartão espelho dessas pessoas nas unidades básicas e secretarias municipais de Saúde. A partir dessa busca, vacina-se de acordo com o registrado na cópia do cartão.

“Já nas situações em que não é possível comprovar o estado vacinal, a orientação é considerar como pessoa não vacinada e iniciar esquema vacinal de acordo com o calendário/idade, aplicando todas as vacinas pertinentes”, explica a coordenadora.

População vulnerável
Ainda segundo Eva Lídia Arcoverde, uma população vulnerável engloba pessoas que não estejam com as vacinas recomendadas para cada idade atualizadas.

Diante disso, as referências técnicas de imunização da SES-MG e da Secretaria Municipal de Brumadinho se reunirão para discutir e avaliar as estratégias que serão adotadas para a vacinação da população.

Vacinas
Ainda que em 2019, até o momento, não haja registro de casos confirmados de febre amarela silvestre em Minas Gerais, durante o período entre dezembro e maio, a probabilidade da ocorrência de casos é maior. Por isso, a vacina continua sendo a melhor forma de prevenção.

“Vale salientar que o estado de Minas Gerais é, em sua totalidade, área de circulação da febre amarela. Assim, a vacina é recomendada a todas as pessoas, principalmente aquelas que moram ou venham visitar Minas. A vacinação é uma atividade de prevenção de doenças e nunca devemos perder a oportunidade de vacinar, independentemente do contexto”, reforça Eva Lídia.

No que se refere à vacina contra Hepatite A, a coordenadora esclarece que a mesma está indicada prioritariamente para os profissionais que estão atuando na área do desastre e estão em contato direto com rejeitos da barragem.

Já com relação à vacina contra tétano, a orientação para as pessoas que tiveram contato com o lama, é considerar o intervalo de 5 anos para reforço dessa vacina.

Equipes da Imunização
Os profissionais que integram as esquipes de imunização desempenham um papel fundamental no planejamento e execução das estratégias de vacinação.

Em situações de emergência, como no caso do rompimento da barragem em Brumadinho, essas equipes realizam ações que buscam garantir a continuidade dos serviços relacionados à imunização, que são fundamentais na prevenção de doenças, tendo em vista a exposição da população e o risco efetivo de adoecimento.

Dentre as atribuições dessas equipes, estão:
– identificar necessidade de remanejamento de imunobiológicos para uma unidade de saúde mais próxima;
– avaliar se houve perda de insumos e imunobiológicos;
– comunicar ao responsável técnico pela imunização na regional de saúde, em caso de perda de imunobiológicos com prejuízo ao estoque, para que as providências necessárias sejam tomadas e os dados sejam atualizados no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunização;
– prever a necessidade de envio adicionais de imunobiológicos para atendimento da população;
– adotar estratégias de logística diferenciadas em decorrência do desastre;
– analisar intercorrências nos sistemas de informações que possam prejudicar o envio dos dados (falta de rede internet, queima de equipamentos, entre outros);
– avaliar a cobertura vacinal do município e avaliar a necessidade de ação de bloqueio vacinal, conforme perfil do evento e avaliação local.

Dessa forma, a coordenadora de Imunização da SES-MG reforça que, no caso de pessoas que tiveram contato direto com a lama, é fundamental buscar uma unidade básica de saúde, para que essas equipes possam avaliar caso a caso, a necessidade da vacinação.

“Lembrando que as vacinas ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são gratuitas e seguras e, no caso das que formam parte do Calendário Nacional de Imunização, encontram-se disponíveis durante todo o ano”, destaca Eva Lídia.

Veja AQUI a lista de municípios atingidos pelos rejeitos da barragem, em Brumadinho. Com Agência Minas

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