Jovem que matou a ex-namorada de 16 anos a facadas e tentou queimar o corpo é condenado a 23 anos de prisão

GRNEWS nas Redes Sociais Facebook Twitter YouTubeWhatsApp WhatsApp


O crime aconteceu na manhã da quinta-feira, 5 de novembro de 2015, em uma residência na rua Matias Laurentys, bairro São Pedro, em Pará de Minas.

Curta a página do Portal GRNEWS no Facebook Siga o Portal GRNEWS no twitter

Uma equipe da Polícia Militar foi acionada pelo solicitante de 51 anos e encontraram no banheiro da casa, o corpo de Isadora Ivone Silva de Oliveira, de 16 anos. A jovem foi assassinada pelo ex-namorado de 20.

O autor desferiu vários golpes de faca no pescoço e na barriga da vítima. Um machado, três facas e três frascos de álcool usados no crime foram apreendidos.


Também foram encontradas marcas de sangue pelo imóvel. A violência foi tamanha que a adolescente quase teve a cabeça decepada.

Após o crime o assassino ainda tentou atear fogo no corpo da jovem, vindo a queimar parte da roupa dela. Também foi encontrada uma corda que segundo apurações, seria utilizada pelo autor para tirar a própria vida, o que não aconteceu.

O suspeito não tinha antecedentes criminais e o relacionamento do jovem casal era muito conturbado. O pai do autor do crime disse que o filho não tinha envolvimento com drogas e levava uma vida muito correta. Ele ficou desolado com o crime cometido pelo filho.

Com base nas informações do pai do suspeito foram realizadas buscas em uma casa no bairro União e uma carta escrita pelo rapaz foi encontrada dizendo que atentaria contra a própria vida.


O crime foi motivado por ciúmes, pois o jovem não aceitava o fim do relacionamento com a ex-namorada que tinha 16 anos. Na segunda-feira, 9 de novembro de 2015, por volta das 20 horas, o suspeito se apresentou com um advogado na Delegacia Regional da Polícia Civil em Pará de Minas.

Ele revelou que teve relações sexuais com a garota e após uma discussão a vítima teria desferido um tapa em seu rosto. Em seguida ele agrediu a menor com golpes fatais, levou o corpo para o banheiro e ateou fogo.

O então delegado de Homicídios de Pará de Minas, Francis Diniz Guerra, conduziu os trabalhos e disse que o suspeito confessou friamente ter cometido o crime contra a garota que era mãe de uma filha do casal que hoje tem 2 anos e 4 meses.


Nesta quarta-feira, 5 de julho, foi realizado o julgamento do acusado de ter cometido o assassinato. A audiência aconteceu no plenário da Câmara Municipal. Ele foi condenado por feminicídio qualificado por motivo fútil, crueldade e dificultação de defesa da vítima. Ele será obrigado a cumprir pena de 23 anos de prisão em regime fechado. Para Renato Vasconcelos, promotor de Justiça da Comarca de Pará de Minas, o júri transcorreu tranquilamente e a decisão foi justa:


Renato Vasconcelos
julgamentorenatovasconcelos

O advogado de defesa, Joaquim Rodrigues Xavier Neto, afirma que deverá recorrer em relação a pena, mas considerou a condenação justa. Para ele não ocorreu feminicídio e não configurou motivo fútil porque houve uma dolorosa separação conjugal:

Joaquim Rodrigues Xavier Neto
julgamentojoaquimrodriguesxavierneto1


O advogado de defesa ainda disse que no processo existe o parecer de uma psicóloga informando que o réu estava com ideia de autoextermínio antes de cometer o crime. Para a defesa ele estava com problemas emocionais graves:

Joaquim Rodrigues Xavier Neto
julgamentojoaquimrodriguesxavierneto2

A advogada Bianca de Morais Faria, prima da vítima, atuou na acusação. Para ela o crime foi premeditado porque a faca e o vidro de álcool estavam com etiquetas e tinham sido comprados para tirar a vida da jovem:


Bianca de Morais Faria
julgamentobiancademoraisfaria

A família de Isadora Ivone Silva de Oliveira compareceu em peso ao julgamento. Lorena Aparecida da Silva, tia da vítima, disse que o crime foi bárbaro e covarde e por isso merece a pena máxima de condenação:


Lorena Aparecida da Silva
julgamentolorenaaparecidadasilva

O condenado foi levado para penitenciária Doutor Pio Canedo em Pará de Minas, onde cumprirá a pena estabelecida com base no Código Penal. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a defesa podem recorrer da sentença, caso queiram questionar a decisão em segunda instância.

Portal GRNEWS © Todos os direitos reservados.

PUBLICIDADE
[wp_bannerize_pro id="valenoticias"]
Don`t copy text!