OMS conclui segunda semana de envio de vacinas contra Covid-19 da parceria Covax

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O mecanismo Covax, uma parceria global gerida pela OMS para levar a vacina a 142 países participantes, encerra a segunda semana de distribuição a várias nações de baixa e média rendas.

A primeira da lista nas Américas foi a Colômbia que recebeu os lotes um dia após Gana, no oeste da África, onde chegaram 600 mil doses do imunizante AstraZeneca, embarcados diretamente do fabricante na Índia.

Angola
Cote d’Ivoire ou Costa do Marfim, Quênia, Angola também integram a lista ao lado da Nigéria, que recebeu 4 milhões de doses.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, que ficou encarregado das licitações e distribuição das vacinas dentro da Covax, começou a entregar também seringas a países que integram a iniciativa. São Tomé e Príncipe, uma outra nação de língua portuguesa, é um dos beneficiados.

Nesta entrevista à ONU News, de Genebra, a diretora-geral-assistente da OMS, Mariângela Simão, afirma que o envio dos lotes não só ajuda a salvar vidas, mas também é um marco na promoção da equidade na imunização.

Países ricos
“A gente está passando e mais do que nunca está vendo a inequidade do acesso à vacina. A vacina chegando primeiro aos países ricos e maior parte do mundo não tendo acesso a essas vacinas.”

A médica brasileira é a responsável pela área de medicamentos e vacinas da OMS. Segundo Mariângela Simão, a expectativa é de que todos os 142 países de rendas baixa e média que se inscreveram no mecanismo Covax possam receber os lotes até o fim deste mês.

“Acho que vai ser muito bom se a gente chegar ao final do mês de março com os 142 países que optaram pelas vacinas da Aztra Zeneca tenham recebido vacinas através da Covax Facility, acho que isso é um marco no trabalho até agora.”

A OMS informa que o planejamento total para ambas as doses deve se dar de fevereiro a maio.

A preocupação da agência é que ninguém fique sem os imunizantes por falta de recursos para acessar o medicamento.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, tem lembrado que ninguém estará seguro até que todos estejam seguros.

Dia Internacional da Mulher
O secretário-geral da ONU também advertiu para o perigo do chamado nacionalismo de vacinas, onde somente cidadãos de países desenvolvidos são vacinados e os demais ficam sem acesso à imunização.

Para marcar este Dia Internacional da Mulher em 8 de março, a ONU News realiza um especial sobre a liderança feminina e o papel das mulheres na linha de frente do combate à Covid-19. Além de Mariângela Simão, o especial traz profissionais de saúde no terreno, autoridades e líderes em Moçambique, Angola, Brasil, Timor-Leste, Portugal, Guiné-Bissau e outras nações de língua portuguesa. Com ONU News

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