ICMBio e Santuário Cristo Redentor querem preservar meio ambiente, valores culturais e religiosos

Foi celebrado hoje (4) um acordo que visa ao ordenamento público do Parque Nacional da Tijuca, para garantir a preservação da biodiversidade e a mitigação dos impactos ambientais com a manutenção e acessibilidade ao Morro do Corcovado e ao Santuário Cristo Redentor.

O protocolo de intenções e o acordo de convivência foi assinado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro. O objetivo é compatibilizar as atividades religiosas e turísticas com trabalho institucional do ICMBio, para fortalecer a integração entre o meio ambiente e os valores culturais, históricos e religiosos no local.

O presidente do ICMBio, Marcos Simanovic, explica que o plano de manejo do parque continua em vigor, bem como as regras de acesso, mas a Igreja passa a participar do comitê gestor para organizar melhor os eventos no Cristo.

“Nós temos aqui dois tesouros: o Cristo Redentor e o Parque Nacional da Tijuca. A beleza cênica, a natureza a ser conservada, tudo isso representa qualidade de vida para o ser humano. O que a gente quer é buscar uma visitação cada vez mais qualificada”.

O padre Omar Raposo, reitor do Santuário do Cristo Redentor, comemorou o acordo para a gestão compartilhada do espaço, que vai garantir o acesso dos visitantes e peregrinos. De acordo com ele, a capela ficará aberta 24 horas.

“A ideia agora é não fechar mais a capela do Cristo, vamos ter sempre vigílias com grupos agendados. Esse lugar é de oração, de encontro com a cultura, de integração, de forma que possa também estabelecer uma conexão espiritual com a cidade do Rio de Janeiro. A gente precisa de fé e dessa forma a gente quer acolher da melhor forma possível”.

A operação turística do Cristo Redentor permanece das 8h às 18h, funcionando após esse horário para cerimônias e eventos com grupos agendados.

Regularização da Maré
No mesmo evento, foi assinado também o Acordo para a Regularização Fundiária do Complexo da Maré e da Comunidade Parque Alegria, entre o Ministério da Economia e a Prefeitura do Rio de Janeiro.

De acordo com o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Diogo Mac Cord, 90% da área ocupada pelo Complexo de Favelas da Maré pertence à União. Com o acordo assinado, o município poderá dar o título de propriedade aos moradores do local.

“A partir desse acordo o município do Rio de Janeiro já pode iniciar imediatamente o processo de regularização fundiária dos projetos pilotos dentro do Complexo da Maré. O Complexo inteiro são em torno de 35 mil famílias, quase 150 mil pessoas, e hoje foi assinado um acordo para começar a regularização de cerca de 10 mil famílias, para a gente testar o modelo e conseguir avançar depois na regularização de todo o Complexo da Maré”, explicou o secretário.

Segundo Mac Cord, os primeiros locais beneficiados são Rubem Vaz e Parque União. As famílias com renda de até cinco salários mínimos receberão o título da propriedade gratuitamente. As com renda superior a isso terão descontos e condições especiais para o pagamento. O primeiro passo para a regularização fundiária será um censo elaborado pela prefeitura.

O mesmo processo já foi feito pelo governo federal nas áreas de Vicente Pires e Fazenda Sálvia, no Distrito Federal, beneficiando 100 mil pessoas, e na Ilha de Paranaguá, no Paraná, para mais 40 mil pessoas.

A assinatura dos dois termos ocorreu pela manhã, após a celebração de uma missa pelo arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, para marcar o início das festividades do Centenário da Pedra Fundamental do Cristo Redentor, com a presença do presidente Jair Bolsonaro e de ministros de estado, entre eles o da Economia, Paulo Guedes, e o do Meio Ambiente, Joaquim Leite, além do governador Cláudio Castro, e do prefeito Eduardo Paes. Com Agência Brasil

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